ONU realiza cúpula da paz em homenagem a Mandela

Evento ocorreu na véspera da Assembleia Geral e 193 países filiados à entidade assinarão nesta segunda uma declaração pela paz

Ramaphosa discursa durante homenagem a Mandela

Ramaphosa discursa durante homenagem a Mandela

Reuters/Lucas Jackson/24-09-18

A véspera da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) de 2018 foi marcada por uma cerimônia especial, denominada Cúpula da Paz de Nelson Mandela, que homenageou, nesta segunda-feira (24), o centenário do grande líder da África do Sul nos anos 90.

Defensor da liberdade e líder na luta contra o apartheid na África do Sul, Mandela, que morreu em 2013, foi homenageado com a colocação de uma pequena bandeira do país em uma estátua dele, situada na sede da ONU. Os 193 países filiados à entidade assinarão nesta segunda uma declaração política em favor da paz mundial.

Na cerimônia de homenagem a Mandela, além do atual presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, estiveram presentes o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, e o primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar.

Guterres lembrou um discurso de Mandela na entidade.

"Este ano marcamos o 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Há quase exatamente 20 anos, Nelson Mandela falou sobre o documento de referência neste auditório. Ele pediu a todos os líderes que tenham a coragem de garantir que, finalmente, construamos um mundo humano coerente com as disposições dessa declaração histórica..."

Ramaphosa lembrou a preocupação do líder com a proliferação de armas de destruição em massa.

"Há quase vinte anos, o presidente Nelson Mandela se dirigiu à Assembléia Geral da ONU pela última vez. Ele disse: 'Precisamos fazer uma pergunta, que pode soar ingênua para aqueles que elaboraram argumentos sofisticados para justificar a recusa de eliminar essas terríveis e aterrorizantes armas de destruição em massa. Por que elas precisam delas de qualquer maneira? Ele perguntou.' Até hoje, não houve uma resposta satisfatória para a pergunta."

Já o taoiseach (chefe de governo, na linguagem gaélica) Varadkar, que é homossexual, deu ênfase à defesa de Mandela ao fim da discriminação de gênero e de orientação sexual.

"Devemos renovar nossos esforços para avançar ainda mais a igualdade de gênero em todo o mundo. Temos de dar aos jovens uma maior influência nas decisões que irão afetá-los e o futuro do nosso planeta."

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O debate na Assembleia começa nesta terça-feira (25), mas as reuniões de alto nível, incluindo uma chamada à ação sobre o problema mundial de drogas, feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já tiveram início nesta segunda. Ele apresentou o documento “Chamada Global para Ação contra o Problema Global das Drogas.”

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