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‘Organizações internacionais com durabilidade foram construídas coletivamente’, analisa professor sobre Conselho da Paz de Trump

Presidente americano lançou oficialmente, nesta quinta (23), o órgão para reconstruir a Faixa de Gaza

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump lançou o Conselho da Paz para reconstruir a Faixa de Gaza durante o Fórum Econômico Mundial na Suíça.
  • O objetivo é transformar Gaza em um destino turístico com hotéis de luxo e administração temporária da região.
  • O professor João Correia questiona a eficácia do conselho e a recepção de países, como Brasil e França, à proposta.
  • Tensões históricas na região e a ausência de representantes palestinos no conselho contribuem para um futuro incerto.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente, nesta quinta-feira (23), o Conselho da Paz para reconstruir a Faixa de Gaza durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. A ideia do governo americano é transformar a região em um local turístico com hotéis de luxo, além de administrar temporariamente o território.

A criação do grupo é “algo sem precedentes na diplomacia internacional, na opinião de João Correia, professor de geopolítica. ”Trump sempre fez questão de falar que a falta de previsibilidade seria um ponto forte dele nas negociações. Esse vai e vem sobre a questão da Groenlândia, também sobre as tarifas, e ele tem batido muito forte em tradicionais aliados", afirma.


Donald Trump oficializou criação do órgão durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, nesta quinta (23) Reprodução/Record News

O especialista pontua que os EUA sempre se destacaram por liderar acordos de paz, mas levanta dúvidas acerca da efetividade do conselho, seja por uma tentativa de rivalizar com a ONU (Organização das Nações Unidas) ou pela ausência de representantes palestinos.

“Se a gente parar para olhar na história, as instituições internacionais, as organizações internacionais com legitimidade e que tem uma durabilidade, uma perenidade, foram construídas coletivamente e não de forma unilateral”, explica o professor em entrevista ao Jornal da Record News.


Correia ressalta a cautela de aliados tradicionais do governo americano, como o Reino Unido, de integrar o grupo: “Eu penso que esse modelo que Trump propõe é mais uma estratégia de buscar negociações para outras pautas que são interessantes para os Estados Unidos.”

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Para o especialista, tensões históricas no Oriente Médio e o impasse no controle da Faixa de Gaza, com as exigências do grupo terrorista Hamas para cuidar da segurança do território, também impõe um futuro incerto à região.


“É muito difícil a gente cravar aqui que esse plano de Trump possa dar certo. Parece tudo, nesse primeiro momento, muito mediático. E eu repito, o próprio Trump diz que é imprevisível e que essa imprevisibilidade é que o ajuda a negociar outras questões maiores”, completa.

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