Internacional Otan adverte que guerra na Ucrânia pode durar anos; batalha no leste continua

Otan adverte que guerra na Ucrânia pode durar anos; batalha no leste continua

Organização defende a ideia de que aliados forneçam apoio militar no conflito contra a Rússia

Reuters

Resumindo a Notícia

  • Secretário-geral da Otan disse que guerra na Ucrânia pode durar anos
  • Batalha no leste do país contra a Rússia continua
  • Otan diz que aliados devem fornecer apoio militar à Ucrânia
  • Boris Johnson defende o apoio do Reino Unido ao país em guerra
Membro das tropas pró-Rússia é visto em veículo blindado na região de Lugansk

Membro das tropas pró-Rússia é visto em veículo blindado na região de Lugansk

Alexander Ermochenko/Reuters - 02.06.2022

A guerra na Ucrânia pode durar anos, afirmou o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, neste domingo (19), cobrando apoio constante dos aliados ucranianos no momento em que as forças russas lutam por território no leste do país.

Stoltenberg disse que fornecer armamentos de última geração às tropas ucranianas aumentaria as chances de liberar a região do Donbass, no leste, do controle russo, segundo o jornal alemão Bild am Sonntag.

Após não conseguirem tomar a capital da Ucrânia, Kiev, no começo da guerra, as forças russas concentraram seus esforços em tentar completar o controle do Donbass, que já tinha partes nas mãos de separatistas apoiados pela Rússia antes da invasão de 24 de fevereiro.

“Precisamos nos preparar para o fato de que [a guerra] pode levar anos. Não podemos desistir de apoiar a Ucrânia”, disse Stoltenberg, segundo o jornal. “Mesmo se os custos forem altos, não apenas em apoio militar, mas também na alta dos preços de energia e alimentos.”

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que visitou Kiev na sexta-feira (17) com uma proposta de treinamento às forças ucranianas, também disse no sábado (18) que era importante que o Reino Unido desse apoio no longo prazo, alertando para o risco de haver “saturação da Ucrânia”, com a guerra se arrastando.

Em um artigo de opinião no jornal Sunday Times de Londres, Johnson disse que isso significava garantir que “a Ucrânia receba armas, equipamentos, munição e treinamento mais rapidamente do que o invasor”.

Um dos principais objetivos da ofensiva de Moscou para tomar o controle da região de Lugansk — uma das duas províncias que compõem o Donbass — é a cidade industrial de Severodonetsk.

A Rússia afirmou neste domingo que o ataque à cidade estava avançando com sucesso.

O governador de Lugansk, Serhiy Gaidai, disse à televisão ucraniana que os combates tornavam a retirada de pessoas da cidade impossível, mas que “todas as alegações da Rússia de que controlam a cidade são mentira. Eles controlam a principal parte da cidade, mas não toda a cidade”.

A Rússia afirmou que lançou o que chama de “operação militar especial” para desarmar a sua vizinha e proteger pessoas que falam russo naquele país de nacionalistas perigosos. Kiev e seus aliados rejeitaram essa justificativa como um pretexto sem fundamento para uma guerra de agressão.

A Ucrânia recebeu encorajamento na sexta-feira (17), quando a Comissão Europeia recomendou que tenha status de candidata, decisão que as nações da UE devem endossar em uma reunião na próxima semana.

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