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Otan mobiliza caças após ataques russos no oeste da Ucrânia que deixaram 25 mortos

É a primeira vez desde o início da guerra que um país da organização reage diretamente

Internacional| Victoria Butenko, Kosta Gak, Todd Symons e Catherine Nicholls, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A OTAN mobilizou caças na Polônia e Romênia após ataques russos deixarem 25 mortos na Ucrânia.
  • Os ataques, que usaram drones e mísseis, atingiram a cidade de Ternopil, próxima à fronteira com a Polônia.
  • A Romênia e a Polônia reforçaram a segurança aérea, mobilizando aviões de combate para proteger seu espaço aéreo.
  • O governo polonês fechou o último consulado russo em resposta a atos que considera sabotagem russa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Anúncio detalhou o envio de novos recursos militares, entre eles dois caças F-16
Dois caças F-16 estão entre as aeronaves mobilizadas Divulgação/Otan

A Otan mobilizou aviões de combate no espaço aéreo da Polônia e da Romênia enquanto a Rússia realizava ataques massivos que deixaram pelo menos 25 mortos e dezenas de feridos na Ucrânia nesta quarta-feira (19).

O ataque no oeste do país, perto da fronteira com a Polônia e a Romênia, atingiu dois edifícios de apartamentos na cidade de Ternopil, causando a morte de 25 pessoas, informou nesta quarta-feira o serviço de emergências da Ucrânia.


A Rússia empregou 470 drones e 48 mísseis e concentrou o bombardeio principalmente em zonas ocidentais da Ucrânia, próximas às fronteiras com a Romênia e a Polônia.

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Os ataques russos costumam ter como objetivo a zona oriental do país, o que provocou a fuga de muitos ucranianos para o oeste, considerando-o mais seguro.


Dezenas de pessoas também ficaram feridas na cidade de Kharkiv, no leste da Ucrânia, onde ataques com drones danificaram apartamentos e deixaram vários veículos em chamas nas ruas.

O Ministério da Defesa da Romênia informou que mobilizou dois Eurofighters, parte da frota da Otan, e posteriormente dois caças F-16 romenos depois que foi detectado um drone russo cruzando em direção à região oriental de Tulcea.


Aviões de combate poloneses e aliados também foram mobilizados na manhã de quarta-feira para proteger o espaço aéreo da Polônia, segundo informou o comando operacional do país.

Enquanto isso, a Rússia afirmou ter derrubado na terça-feira (18) quatro mísseis ATACMS (Sistema de Mísseis Táticos do Exército) de longo alcance, de fabricação norte-americana, em território russo, e que a Ucrânia reivindicou como próprios.


Os mísseis foram derrubados sobre a cidade de Voronezh, a cerca de 200 quilômetros da fronteira com a Ucrânia, de acordo com o Ministério da Defesa russo.

O uso dos mísseis, que têm um alcance de até 300 quilômetros, foi aprovado pela primeira vez durante a presidência de Biden e a Rússia os considerou previamente como uma escalada importante.

Numerosas regiões da Ucrânia ficaram sem eletricidade na quarta-feira após os ataques à infraestrutura energética do país.

Os aeroportos de Rzeszow e Lublin, no leste da Polônia, também foram fechados devido à necessidade de garantir a liberdade de operação da aviação militar, segundo informou o serviço de navegação aérea do país, PANSA (Agência de Serviços de Navegação Aérea da Polônia), no X. Posteriormente foram reabertos.

A última medida da Otan ocorre em uma semana tensa.

Funcionários poloneses apontaram a Rússia como responsável após a destruição de uma via férrea fundamental no que Varsóvia classificou como um ato de sabotagem sem precedentes cometido por dois cidadãos ucranianos que colaboravam com os serviços russos. Moscou negou a acusação.

Na quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radosław Sikorski, anunciou o fechamento do último consulado russo no país em resposta à destruição da via férrea. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, lamentou a medida.

O último ataque aéreo de Moscou ocorreu horas depois que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, chegou à Turquia para se reunir com seu homólogo, Recep Tayyip Erdogan, em uma tentativa de reativar as conversas de paz e a troca de prisioneiros de guerra com a Rússia.

A Rússia não participa dessas conversas, mas a Turquia tem sido um interlocutor fundamental entre ambos os países.

Na terça-feira à noite, o Departamento de Estado dos EUA aprovou uma possível venda de US$ 105 milhões (aproximadamente R$ 609 milhões) que permitiria à Ucrânia modernizar seu sistema de defesa aérea “Patriot”, um escudo fundamental contra os ataques aéreos russos.

A venda proposta melhorará a capacidade da Ucrânia de enfrentar as ameaças atuais e futuras, ao equipá-la ainda mais para realizar missões de autodefesa e segurança regional com uma capacidade de sustentação local mais sólida, afirmou um comunicado do Pentágono.

No início desta semana, Zelensky fechou um acordo para comprar até 100 aviões de combate Rafale de fabricação francesa, bem como defesas antiaéreas e drones durante uma visita a Paris.

Nos últimos meses, os aliados da Otan têm mobilizado cada vez mais caças de combate durante os ataques russos contra a Ucrânia, ou quando munições, drones e aviões de guerra russos se aproximaram demais ou cruzaram suas fronteiras.

A Polônia também tem estado muito preocupada com a guerra da Rússia na Ucrânia.

Em setembro, aviões de combate derrubaram vários drones russos que violaram o espaço aéreo polonês durante um ataque contra a vizinha Ucrânia, enquanto a aliança militar denunciava Moscou por um comportamento absolutamente perigoso que elevou as tensões a um novo nível.

A operação marcou a primeira vez que a Otan interveio diretamente desde o início da guerra na Ucrânia.

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