Internacional Pais de soldado sequestrado pelo Hamas confiam em Biden para libertar seu filho

Pais de soldado sequestrado pelo Hamas confiam em Biden para libertar seu filho

Omer Neutra foi sequestrado pelo grupo terrorista no dia 7 de outubro e é um dos 240 reféns detidos pelos extremistas

AFP
Orna Neutra, mãe de Omer, jovem sequestrado pelo Hamas

Orna Neutra, mãe de Omer, jovem sequestrado pelo Hamas

Angela Weiss/AFP - 1.11.2023

Os pais de Omer Neutra, um jovem soldado com dupla nacionalidade (americano-israelense) sequestrado pelo Hamas em 7 de outubro, confiam no presidente Joe Biden para libertar seu filho, um dos 240 reféns do grupo terrorista e de quem não têm notícias há um mês.

"Sentimos que vivemos em um universo paralelo ao de vocês", diz o pai, Ronen Neutra. "Não comemos nem dormimos bem. Deixamos de trabalhar. Temos um pequeno negócio e não voltamos lá. Tudo parou", acrescenta, ao lado de sua esposa, Orna.

"Parece que já se passaram três meses, mas ao mesmo tempo é como se tivesse sido ontem", resume a mãe, cujos pais são sobreviventes do Holocausto.

Washington acredita que existem atualmente dez reféns americanos mantidos por esse grupo em Gaza, após a libertação de outros dois sequestrados, no mês passado.

A administração de Biden, que deu apoio incondicional a Israel na guerra contra o Hamas, prometeu que fará tudo o que for possível para trazer os reféns para casa.

Após uma reunião por videoconferência com as famílias dos sequestrados, realizada em 13 de outubro, o presidente manifestou que seu governo "não vai parar até que os tragamos para casa".

Na última quarta-feira (8), muitas famílias vislumbraram um momento de esperança, após uma fonte próxima ao Hamas informar que há negociações em curso para libertar uma dúzia de reféns, incluindo seis americanos, em troca de um cessar-fogo de três dias em Gaza.

No entanto, Biden declarou nesta quinta-feira (9) que "não há possibilidade" de um cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista.

O ataque do movimento palestino em Israel deixou 1.400 mortos, a maioria civil, além dos 240 reféns, segundo as autoridades do país.

A ofensiva motivou uma resposta militar do lado israelense na Faixa de Gaza, ação na qual morreram mais de 10.500 pessoas, segundo as autoridades desse território.

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