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Internacional Pais de vítimas de massacre no Texas criticam polícia por demora

Pais de vítimas de massacre no Texas criticam polícia por demora

Segundo responsáveis, agentes ficaram na porta do colégio por cerca de uma hora antes de entrar na Escola Primária Robb

AFP

Resumindo a Notícia

  • Pais das vítimas do massacre do Texas afirmam que a polícia de Uvalde demorou para agir
  • Segundo os responsáveis, os agentes demoraram cerca de uma hora para invadir o local
  • Um dos pais que estavam na porta da escola pediu uma arma para entrar na escola
  • Autoridades afirmam que retomada do colégio ocorreu de maneira coordenada
Comunidade de Uvalde lamenta pela morte das 19 crianças e dois professores

Comunidade de Uvalde lamenta pela morte das 19 crianças e dois professores

Chandan Khanna/AFP - 26.5.2022

As testemunhas do tiroteio em uma escola do Texas questionaram, nesta quinta-feira (26), a resposta da polícia. Pais das vítimas afirmaram que suplicaram, sem sucesso, aos agentes que entrassem na instituição e impedissem o massacre.

Enquanto a cidade de Uvalde chorava a morte de 19 crianças e dois professores no último tiroteio em massa dos Estados Unidos, Jacinto Cazares, cuja filha Jacklyn morreu no ataque de terça-feira (24), disse que correu até a escola de ensino fundamental Robb quando soube do tiroteio.

"Havia ao menos 40 agentes da lei armados até os dentes, mas não fizeram nada, até que foi tarde demais", disse Cazares à ABC News na quarta-feira à noite, unindo-se a outros pais que relataram que pediram à polícia para agir com mais diligência ao pior tiroteio em uma escola dos Estados Unidos em uma década.

"A situação poderia ter terminado rapidamente se tivessem um melhor treinamento tático. Nós, como comunidade, fomos testemunhas de primeira mão", disse Cazares.

Daniel Myers e sua esposa Matilda, ambos pastores locais, relataram à AFP que estavam no local e viram como os pais ficaram histéricos enquanto a polícia, segundo eles, aguardava reforço antes de entrar na escola.

"Os pais estavam desesperados", disse Daniel Myers, de 72 anos. "Estavam dispostos a entrar. Um membro de uma família disse: 'Estive no exército, só me dê uma arma e vou entrar. Não vou hesitar. Vou entrar'".

"Foi desesperador", disse Meyers à AFP em um memorial improvisado fora da escola, onde foram colocadas cruzes de madeira com os nomes das vítimas.

A comunidade latina do país mudou para sempre quando um jovem de 18 anos, que sofreu assédio escolar, entrou na escola con um fuzil de assalto e centenas de cartuchos. As autoridades dizem que o atirador, Salvador Ramos, que usava um colete de estilo militar, enfrentou um agente de recursos escolares, mas conseguiu entrar por uma porta dos fundos. O adolescente então foi para duas salas de aula próximas e começou a atirar.

O diretor do Departamento de Segurança Pública do Texas, Steven McCraw, disse à CNN que Ramos ficou dentro da escola por cerca de 40 minutos antes que a polícia conseguisse matá-lo.

Raul Ortiz, chefe da Patrulha de Fronteira dos EUA, afirmou que os policiais "não hesitaram". "Eles elaboraram um plano. Entraram naquela sala de aula e cuidaram da situação o mais rápido que puderam", disse Ortiz à CNN. 

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