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Paquistão diz que bombardeios no Afeganistão deixaram quase 300 mortos e mais de 400 feridos

Tensão entre os países aumentou após ataques recíprocos; afegãos contestam os números

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Paquistão informou que bombardeios no Afeganistão resultaram em quase 300 mortos e mais de 400 feridos.
  • As vítimas seriam integrantes das forças de segurança afegãs, segundo o Exército paquistanês.
  • O governo do Taleban contestou os números, afirmando que 13 soldados afegãos e 13 civis foram feridos, além de 55 militares paquistaneses mortos.
  • A tensão entre os países aumentou após um ataque do Afeganistão em retaliação a uma ofensiva paquistanesa, levando a um ciclo de hostilidades.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ferido recebendo tratamentos após bombardeios
Talibã contestou os números, alegando menores perdas para os afegãos Stringer/Reuters - 27.02.2026

O Paquistão afirmou que os ataques realizados na madrugada desta sexta-feira (27), contra cidades do Afeganistão, deixaram pelo menos 274 mortos e mais de 400 feridos.

As informações foram divulgadas pelo porta-voz do Exército do Paquistão, o tenente-general Ahmed Sharif Chaudhry. Segundo ele, as vítimas seriam integrantes das forças de segurança afegãs ou militantes associados.


Chaudhry disse ainda que 12 militares paquistaneses morreram, 27 ficaram feridos e um permanece desaparecido.

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Os números, no entanto, foram contestados pelo lado afegão. O porta-voz do governo do Taleban no Afeganistão, Zabiullah Mujahid, classificou os dados divulgados pelo oficial paquistanês como “falsos”. De acordo com ele, 13 soldados afegãos morreram e 22 ficaram feridos, além de 13 civis que também sofreram ferimentos.


Mujahid afirmou ainda que 55 militares paquistaneses foram mortos e que os corpos de 23 deles foram levados para o Afeganistão. Segundo o porta-voz, “muitos” soldados paquistaneses também teriam sido capturados.

A tensão entre os dois países vinha se intensificando havia meses, mas atingiu um novo patamar na noite de quinta-feira (26), quando o Afeganistão lançou um ataque na fronteira contra o Paquistão, sob a justificativa de retaliar uma ofensiva paquistanesa realizada na madrugada do último domingo (22), que teria deixado ao menos 70 mortos.


“Atacamos importantes alvos militares no Paquistão, enviando uma mensagem de que nossas mãos podem alcançar suas gargantas e que responderemos a cada ato maligno do Paquistão”, disse Mujahid. “O Paquistão nunca buscou resolver problemas por meio do diálogo.”

Após os ataques afegãos, o ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Mohammad Asif, disse em postagem no X que “a paciência se esgotou”. “Agora é guerra aberta entre nós.”


Já na madrugada desta sexta-feira, a resposta paquistanesa veio na forma de uma nova ofensiva contra Cabul e outras duas províncias, incluindo Kandahar, considerada o berço do Taleban e onde reside o líder supremo do grupo, Sheikh Haibatullah Akhundzada.

Segundo o governo do Paquistão, os alvos eram instalações militares.

De acordo com Mujahid, uma escola religiosa na província de Paktika foi bombardeada na manhã desta sexta-feira.

O porta-voz afirmou que, até o momento, não havia informações sobre possíveis vítimas no local.

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