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‘Para americanos e israelenses, o momento é agora’, diz analista sobre possível ataque ao Irã

Já países como Arábia Saudita e Turquia temem uma escalada regional e nova onda migratória

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Turquia tenta mediar tensões entre Irã e EUA para evitar escalada militar.
  • Ricardo Cabral destaca que EUA e Israel veem momento oportuno para atacar o Irã.
  • Arábia Saudita teme uma guerra regional e pressiona EUA contra ação militar.
  • Israel especula sobre o potencial de armas não convencionais do Irã, como bombas sujas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O governo da Turquia recebeu, nesta sexta-feira (30), um representante iraniano para mediar a tensão com os Estados Unidos. A Turquia é um país membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que mantém relações sólidas com o Irã. Uma escalada militar entre Teerã e Washington pode desestabilizar a região e provocar um novo fluxo de migrantes através da fronteira compartilhada entre Irã e Turquia.

O presidente turco propôs atuar como facilitador entre os lados para apaziguar as tensões e resolver problemas. Depois do encontro entre os representantes, o principal diplomata da Turquia pediu que os EUA resistam à pressão israelense para atacar o Irã, alertando que isso causaria grandes danos a uma região frágil.


Presidente da Turquia propôs atuar como facilitador de tensões entre EUA e Irã Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News, Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, afirma: “O que os Estados Unidos querem, o Irã não fará, que é acabar com o programa de mísseis balísticos, acabar com o programa nuclear e talvez uma certa liberalização do regime”.

Segundo Cabral, a Arábia Saudita teme uma escalada regional e que isso leve a uma grande guerra regional. “Então, a Arábia Saudita luta fortemente dentro dos Estados Unidos, com mais promessas de investimento e mais promessas de contenção, para que os Estados Unidos não ataquem”, completa.


O especialista explica que há uma percepção entre Israel e os norte-americanos de que este é o momento certo de atacar, uma vez que o Irã está muito próximo de uma arma nuclear.

“A especulação, principalmente na mídia israelense, é que não precisa de uma arma nuclear. Uma bomba suja já faria um estrago danado. Você lança uma bomba suja ou duas em um míssil convencional, ou seja, material radioativo em um míssil convencional em cidades como Tel Aviv, Haifa e outras, você torna essa área, grande parte dessas áreas, inabitável”, aponta.

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