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Para conter avanço russo, especialista defende que EUA e Europa se aproximem de Moscou

Solução estratégica envolveria trazer Rússia para zona de influência ocidental, ‘afastando imenso dragão chinês’

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A aproximação dos EUA e Europa com a Rússia é sugerida para conter a influência russa.
  • Pesquisador aponta falta de evidências de ajuda militar da China à Rússia, contradizendo acusações da Ucrânia e Europa.
  • China e Rússia fortalecem laços econômicos, diplomáticos e militares, especialmente após a invasão da Ucrânia.
  • Para limitar o avanço russo, especialistas aconselham a integrar a Rússia à esfera de influência ocidental.

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A estratégia para conter o avanço russo por parte dos Estados Unidos e da Europa deveria consistir em uma aproximação com Moscou e não em “acusar a China sem provas”, argumenta o pesquisador Lier Ferreira, em entrevista ao Conexão Record News. A Ucrânia e a Europa acusam a China de fornecer ajuda militar direta à Rússia para a guerra, o que é negado pelos chineses.

Segundo Ferreira, não há nenhuma evidência consistente de que exista algum tipo de intervenção direta de Pequim no conflito. “A notícia que nós temos, esta sim confirmada, é que a Coreia do Norte tem apoiado os esforços bélicos da Rússia”, afirma, “inclusive com o envio de militares para o campo de batalha. Isso é uma realidade.”


Relações comerciais com a China ajudam a sustentar máquina de guerra russa Reprodução/Record News

O presidente Xi Jinping pediu que China e Rússia elaborem um grande plano para fortalecer ainda mais as relações bilaterais. Os países mantêm fortes laços econômicos, diplomáticos e militares, que se intensificaram desde a invasão russa da Ucrânia, há quase quatro anos. Vladimir Putin, líder russo, afirmou nesta terça-feira (3) que os laços entre Moscou e Pequim são um importante fator de estabilização em um momento de crescente turbulência global.

Ferreira analisa que o apoio que a China fornece à Rússia está dentro de um plano estratégico “muito mais de conexão entre Pequim e Moscou, é a disponibilização dos imensos, quase que infindáveis, recursos financeiros chineses para que a Rússia possa sustentar o seu esforço de batalha”.


Graças às relações comerciais, através das quais os chineses importam grandes quantidades de petróleo russo, por exemplo, é que os russos conseguem manter ativa a sua imensa máquina de batalha, pontua. “As relações muito próximas entre Pequim e Moscou estão diretamente relacionadas ao fato de que a China precisa ter um acesso privilegiado às imensas riquezas minerais e estratégicas disponibilizadas pela Rússia.”

Nesse sentido, há o que o especialista avalia como erro dos Estados Unidos e da Europa. “Se os Estados Unidos e a Europa querem de alguma forma limitar o avanço russo, eles têm que estreitar as relações econômicas e comerciais com esse país. Eles têm que trazer a Rússia para sua órbita de influência, para sua órbita de relação, afastando um pouco esse urso russo do imenso dragão chinês”, conclui.

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