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Para pequenas ilhas na COP27, 'sair sem nada não é uma opção'

Estados insulares só deixarão a conferência após garantirem fundo para aliviar perdas e danos sofridos com o aquecimento global

Internacional|Do R7

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Ilhas ameaçadas pelo aquecimento global não deixarão a COP27 sem um fundo para aliviar danos sofridos
Ilhas ameaçadas pelo aquecimento global não deixarão a COP27 sem um fundo para aliviar danos sofridos

As ilhas ameaçadas pelo aquecimento global já renunciaram "muito" e não deixarão a COP27 sem um fundo para aliviar as perdas e os danos sofridos, insistiu nesta quarta-feira (16) Conrod Hunte, negociador principal da Aliança dos Pequenos Estados Insulares, em entrevista à AFP.

"Já renunciamos demais [...] Sendo assim, esperamos que [os países desenvolvidos] sejam capazes de considerar algumas de nossas prioridades. E nossas prioridades não mudaram desde o primeiro dia", explicou Hunte. 


Esse grupo negociador da conferência do clima, pequeno mas muito presente, faz parte da maior aliança de países em desenvolvimento, o chamado G77 (com 134 nações), que, ao lado da China, luta por esse sonho.

"É importante estabelecer esse fundo nesta COP, para que não se perca o impulso", reforçou o negociador.


A COP27 termina oficialmente na próxima sexta-feira (18), e as discussões sobre esse fundo são intensas.

"Necessitamos de um espaço para poder discutir frente a frente, entre partes", afirmou Hunte.


Os Estados Unidos e a União Europeia são reticentes à criação de um novo mecanismo dentro da ONU e consideram que a atual arquitetura financeira já permite ajuda aos países mais necessitados.

As discussões podem se prolongar até 2024, de acordo com o calendário acertado com a COP no ano passado, em Glasgow.


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No entanto, "sair daqui sem nada não é uma opção", garantiu o negociador.

"Temos que sair da COP27 com, no mínimo, um acordo para que trabalhemos em prol de um fundo", reclamou. "A China apoia plenamente" a criação do fundo, assegurou.

No entanto, a Aliança dos Pequenos Estados Insulares não vai pedir uma contribuição, indicou Hunte. "Tenho certeza de que a China e outros países em desenvolvimento contribuirão para o fundo se surgir a oportunidade, embora isso não deva ser visto como uma exigência de nossa parte", afirmou.

A China, que é o principal emissor de gases de efeito estufa no mundo, se apresenta nas negociação do clima como um país em desenvolvimento.

"No ponto a que chegamos, não acho que vamos nos contentar apenas com o que eles querem nos dar", advertiu o negociador.

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