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Parlamento israelense aprova lei que dificulta acesso dos partidos árabes

Internacional|Do R7

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Jerusalém, 11 mar (EFE).- O parlamento israelense aprovou nesta terça-feira uma lei que foi boicotada e tachada de inconstitucional pela oposição, que eleva o coeficiente de votos e que dificulta a entrada na câmara dos partidos árabes-palestinos. Sustentado na maioria que desfruta a coalizão de governo dirigida pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, 55% da Knesset aceitaram elevar a porcentagem de voto mínimo para chegar à câmara, dos atuais 2% para 3,25%. Com o novo patamar, dois dos três grupos árabes-palestinos presentes no parlamento israelense podem ficar de fora em futuras eleições, e se veriam agradáveis a se aliar para manter os 11 deputados que agora os representam. De fato, o único que nas últimas eleições conseguiu superar a nova porcentagem - Lista Árabe Unida e Ta'al, que alcançou 3,65% dos votos em 2013 - já é na realidade uma coalizão. Políticos, analistas e diplomatas comentaram que essa reforma da legislação eleitoral representa um novo obstáculo para a minoria árabe, alvo há semanas atrás de outra proposta de lei que reduz seu peso e que induz à exclusão: a que distingue no campo profissional árabes cristãos e árabes muçulmanos. O próprio líder da oposição, Isaac Herzog, chefe do partido Trabalhista, disse há alguns dias que são "medidas de ódio e exclusão para tentar marginalizar alguns partidos". A reforma eleitoral, proposta pelo partido ultradireitista "Israel Beteinu", do próprio Lieberman, faz parte de um pacote de três leis que o atual Executivo ordenou a seus membros votarem em bloco esta semana em uma tentativa de evitar as dissensões internas no seio da coalizão. EFE jm/tr

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