Logo R7.com
RecordPlus

Peças de vidro revelam que meteoro gigante caiu na Terra há 11 milhões de anos; entenda

Fragmentos encontrados na Austrália são pistas de impacto de asteroide ocorrido há milhões de anos, segundo estudo recente

Internacional|Do R7

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cientistas descobriram vestígios de um meteoro gigante que atingiu a Terra há 11 milhões de anos.
  • Fragmentos de vidro negro, chamados tectitos, encontrados na Austrália, forneceram pistas sobre o impacto.
  • Análises revelaram que alguns tectitos, identificados como Ananguitas, têm origem muito mais antiga do que se pensava.
  • Pesquisadores buscam a localização da cratera do impacto, que pode ser difícil de identificar devido à erosão e cobertura por lava.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Australasitas encontrados na coleção do Museu da Austrália do Sul Divulgação/Ana Musolino

Cientistas descobriram evidências de que um asteroide gigante atingiu a Terra há cerca de 11 milhões de anos. Como? Gracas a pequenos fragmentos de vidro negro, conhecidos como tectitos.

Esses fragmentos, armazenados no Museu da Austrália do Sul, em Adelaide, revelaram pistas de uma história cósmica que remonta a um impacto catastrófico sobre o nosso planeta. Detalhes desta descoberta compõem um estudo publicado na revista Earth and Planetary Science Letters no último mês.


Leia mais

Os tectitos são formados quando rochas terrestres derretem devido ao calor e pressão intensos gerados pelo impacto de um asteroide. Inicialmente, acreditava-se que os tectitos do museu, conhecidos como Australasitos, tinham origem em um evento ocorrido há 800 mil anos no Sudeste Asiático, que espalhou fragmentos por cerca de 10% da superfície da Terra.

No entanto, em 1969, dois cientistas identificaram oito Australasitos com composição química diferente, indicando que eles eram muito mais antigos, com pelo menos dois milhões de anos. Essa pista intrigou pesquisadores, que decidiram investigar mais a fundo.


Em 2023, uma equipe da Universidade de Aix-Marseille, na França, liderada pela geocientista Anna Musolino, visitou o museu em Adelaide. Eles analisaram mais de 5.000 tectitos. Destes, 417 fragmentos foram selecionados, com base na densidade e nos altos níveis de ferro.

Esses fragmentos, do tamanho de uma moeda, foram levados para a França para análises detalhadas. “Viajei com as amostras na minha mala”, disse Pierre Rochette, geofísico da equipe, ao jornal The New York Times.


Novo tipo de tectito

Após análises químicas, a equipe identificou seis tectitos particularmente incomuns. Dois desses fragmentos foram datados e revelaram uma idade de 10,8 milhões de anos, muito mais antiga do que se imaginava.

Junto com as oito amostras identificadas na década de 1960, esses tectitos formam um grupo distinto, que foi batizado de Ananguitas, em homenagem ao povo aborígene Anangu, que vive na região sul da Austrália, onde os fragmentos foram encontrados.


De onde vêm essas rochas

Para descobrir de onde esses fragmentos vieram, os pesquisadores mapearam áreas na Terra onde existem rochas com composição química semelhante à dos Ananguitas. Isso é importante porque os tectitos são formados a partir de rochas terrestres que derretem durante o impacto de um asteroide.

A análise mostrou que as rochas que deram origem aos Ananguitas provavelmente vieram do manto terrestre, uma camada rochosa abaixo da crosta terrestre, que pode ser exposta ou afetada em eventos extremos, como impactos de asteroides ou atividades vulcânicas.

Como as rochas do manto estão frequentemente associadas a áreas vulcânicas, os pesquisadores sugerem que o impacto do asteroide que formou os Ananguitas pode ter ocorrido em uma região com atividade vulcânica.

Eles apontam áreas como as Filipinas, Indonésia e Papua-Nova Guiné como possíveis locais, porque essas regiões têm cadeias vulcânicas ativas e rochas que poderiam corresponder à composição química dos Ananguitas.

Localizar a cratera do impacto, porém, é um desafio. “Existem estruturas circulares por toda parte”, explicou Rochette ao The New York Times. A cratera pode estar coberta por lava ou ter sido erodida com o tempo, o que dificulta a identificação.

No entanto, Anna Musolino acredita que mais Ananguitas podem estar escondidos em coleções de museus ou particulares. “Estou muito confiante de que há mais”, disse ela ao jornal.

Perguntas e Respostas

 

Qual foi a descoberta feita por cientistas sobre um asteroide gigante?

 

Cientistas descobriram evidências de que um asteroide gigante atingiu a Terra há cerca de 11 milhões de anos, com base em pequenos fragmentos de vidro negro conhecidos como tectitos.

 

Onde foram encontrados os fragmentos de tectitos que ajudaram na descoberta?

 

Os fragmentos de tectitos foram armazenados no Museu da Austrália do Sul, em Adelaide.

 

O que são tectitos e como são formados?

 

Tectitos são formados quando rochas terrestres derretem devido ao calor e pressão intensos gerados pelo impacto de um asteroide.

 

Qual era a crença inicial sobre a origem dos tectitos encontrados no museu?

 

Inicialmente, acreditava-se que os tectitos, conhecidos como Australasitos, tinham origem em um evento ocorrido há 800 mil anos no Sudeste Asiático.

 

O que mudou na compreensão dos tectitos após a identificação de amostras em 1969?

 

Em 1969, cientistas identificaram oito Australasitos com composição química diferente, indicando que eram muito mais antigos, com pelo menos dois milhões de anos.

 

Qual foi o papel da equipe da Universidade de Aix-Marseille na pesquisa?

 

Em 2023, a equipe da Universidade de Aix-Marseille, liderada pela geocientista Anna Musolino, analisou mais de 5.000 tectitos e selecionou 417 fragmentos para análises detalhadas.

 

O que foi descoberto após as análises químicas dos tectitos?

 

A equipe identificou seis tectitos incomuns, e dois deles foram datados em 10,8 milhões de anos, revelando que eram muito mais antigos do que se imaginava.

 

Como os tectitos foram nomeados e qual é a origem do nome?

 

Os tectitos foram batizados de Ananguitas, em homenagem ao povo aborígene Anangu, que vive na região sul da Austrália, onde os fragmentos foram encontrados.

 

Como os pesquisadores tentaram descobrir a origem dos Ananguitas?

 

Os pesquisadores mapearam áreas na Terra onde existem rochas com composição química semelhante à dos Ananguitas, pois os tectitos são formados a partir de rochas que derretem durante o impacto de um asteroide.

 

Qual é a hipótese sobre a localização do impacto do asteroide?

 

Os pesquisadores sugerem que o impacto do asteroide que formou os Ananguitas pode ter ocorrido em uma região com atividade vulcânica, apontando áreas como Filipinas, Indonésia e Papua-Nova Guiné como possíveis locais.

 

Quais desafios os cientistas enfrentam para localizar a cratera do impacto?

 

Localizar a cratera do impacto é desafiador, pois existem estruturas circulares por toda parte, e a cratera pode estar coberta por lava ou ter sido erodida com o tempo.

 

O que Anna Musolino acredita sobre a existência de mais Ananguitas?

 

Anna Musolino acredita que mais Ananguitas podem estar escondidos em coleções de museus ou particulares, afirmando estar confiante de que há mais fragmentos a serem encontrados.

 

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.