Peru expulsa brasileiro e outros 4 por danos a Machu Picchu

Mochileiros que foram detidos no último domingo na cidadela inca por depredação do patrimônio histórico deixaram o país; argentino segue detido

Grupo foi expulso por depredação do Templo do Sol em Machu Picchu

Grupo foi expulso por depredação do Templo do Sol em Machu Picchu

Reprodução Twitter

A Superintendência Nacional de Migrações do Peru ordenou nesta quinta-feira (16) a expulsão do país de cinco dos seis estrangeiros, entre eles um brasileiro, envolvidos nos danos causados ao Santuário Histórico de Machu Picchu, localizado na região sul de Cusco.

Segundo a Superintendência, o paulista Cristiano da Silva Ribeiro, natural da cidade de Lorena; os argentinos Leandro Sactiva e Magdalena Abril; a francesa Marion Lucie Martinez; e o chileno Fabian Eduardo Vera deixaram o país nesta quinta pelo posto de controle fronteiriço localizado em Desaguadero, na região fronteiriça de Puno, com destino à Bolívia.

Além de terem sido retirados do território peruano sob a vigilância dos agentes de segurança do Estado, que se asseguraram de fazer cumprir a ordem de expulsão no Gabinete de Migração em Puno, os cinco não poderão voltar ao país nos próximos 15 anos. A pena é estabelecida no parágrafo 58.1 do artigo 58 da Lei de Migração, para os estrangeiros que danifiquem o patrimônio cultural da nação.

Sexto envolvido

Já o argentino Nahuel Gomez, também investigado pelo crime de destruição do Patrimônio Cultural Pré-Hispânico, foi apontado como o responsável por arrancar uma rocha lítica do Templo do Sol, provocando uma fenda no chão.

Com isso, ele permanecerá no Peru em um regime de comparecimento restrito, ou seja, ficará em liberdade, mas não poderá deixar o país e terá que se apresentar em uma delegacia sempre que convocado.

Entrada ilegal

O grupo de viajantes entrou ilegalmente em Machu Picchu no sábado à noite e foi detido pelos guardas do parque e pela polícia designada para a cidadela inca durante as primeiras horas da manhã de domingo.

No momento de sua prisão, eles estavam na área do mirante do Templo do Sol, e acredita-se que tenham causado a queda de uma pedra de uma das paredes. Além disso, na área, os policiais encontraram no espaço fezes humanas, que seriam de alguns dos detidos.