Péter Magyar: quem é ex-aliado que se tornou adversário e pode destronar Orbán após 16 anos
Hungria realizará no domingo (12) a eleição que definirá quem vai ocupar cargo de primeiro-ministro
Internacional|Do R7
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A eleição na Hungria, marcada para este domingo (12) e que já é considerada uma das mais decisivas da Europa nos últimos anos, coloca em evidência Péter Magyar, principal adversário do primeiro-ministro, Viktor Orbán, há 16 anos no poder.
O premiê será definido após a escolha dos 199 deputados da Assembleia Nacional pelos eleitores. A votação ocorre em um contexto de pressão econômica no país, marcado por inflação elevada e aumento do custo de vida, fatores que têm influenciado o cenário político.
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Quem é Péter Magyar
Com perfil de centro-direita e discurso pró-União Europeia, Péter Magyar vem de uma família ligada à política húngara. Seu tio-avô, Ferenc Mádl, foi presidente entre 2000 a 2005, e sua mãe trabalhou no poder judiciário.
Magyar, de 45 anos, iniciou sua trajetória próximo ao governo de Orbán e seu partido, o Fidesz. Em 2024, se afastou da base governista, em meio a críticas à condução da Hungria e ao funcionamento do sistema político.
Com presença ativa nas redes sociais, ganhou notoriedade ao se posicionar como defensor de reformas institucionais profundas. O seu discurso é centrado na promessa de “desmontar o sistema atual”, restaurar o que chama de “normalidade democrática na Hungria”, e combater a corrupção.
Em pouco mais de um ano, Magyar saiu de figura relativamente desconhecida para se tornar líder do partido Tisza e principal nome a desafiar Orbán em anos. A base de apoio cresceu, especialmente, entre eleitores de áreas rurais e setores conservadores insatisfeitos com a situação econômica.
A trajetória, no entanto, também é marcada por controvérsias, incluindo acusações de violência doméstica feitas por sua ex-mulher, a ex-ministra da Justiça Judit Varga. As polêmicas, no entanto, não impediram sua rápida ascensão nas pesquisas.
Segundo uma pesquisa da Idea Institute, divulgada pela agência Reuters na quinta-feira (9), o Tisza aparecia com 39% das intenções de votos entre os eleitores, contra 30% do Fidesz. A diferença é de aproximadamente 9 pontos percentuais.
Cerca de 21% dos entrevistados disseram que ainda não haviam decidido em quem votar. Ao todo, 1.500 pessoas foram consultadas pelo levantamento.
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