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Péter Magyar: quem é ex-aliado que se tornou adversário e pode destronar Orbán após 16 anos

Hungria realizará no domingo (12) a eleição que definirá quem vai ocupar cargo de primeiro-ministro

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A eleição na Hungria, marcada para o dia 12, é considerada uma das mais decisivas na Europa e coloca Péter Magyar como principal adversário de Viktor Orbán.
  • Magyar, com 45 anos, começou sua trajetória política próximo ao governo Orbán, mas se afastou em 2024, criticando sua condução e o sistema político.
  • Defensor de reformas institucionais, ele promete 'desmontar o sistema atual' e restaurar a normalidade democrática, ganhando apoio especialmente entre conservadores.
  • Pesquisas indicam Magyar com 39% das intenções de voto, à frente do Fidesz, partido de Orbán, que tem 30%, com 21% dos eleitores ainda indecisos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Família de Péter Magyar tem histórico na política húngara Reprodução/Instagram/@magyar_peter_official_the_man

A eleição na Hungria, marcada para este domingo (12) e que já é considerada uma das mais decisivas da Europa nos últimos anos, coloca em evidência Péter Magyar, principal adversário do primeiro-ministro, Viktor Orbán, há 16 anos no poder.

O premiê será definido após a escolha dos 199 deputados da Assembleia Nacional pelos eleitores. A votação ocorre em um contexto de pressão econômica no país, marcado por inflação elevada e aumento do custo de vida, fatores que têm influenciado o cenário político.


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Quem é Péter Magyar

Com perfil de centro-direita e discurso pró-União Europeia, Péter Magyar vem de uma família ligada à política húngara. Seu tio-avô, Ferenc Mádl, foi presidente entre 2000 a 2005, e sua mãe trabalhou no poder judiciário.

Magyar, de 45 anos, iniciou sua trajetória próximo ao governo de Orbán e seu partido, o Fidesz. Em 2024, se afastou da base governista, em meio a críticas à condução da Hungria e ao funcionamento do sistema político.


Com presença ativa nas redes sociais, ganhou notoriedade ao se posicionar como defensor de reformas institucionais profundas. O seu discurso é centrado na promessa de “desmontar o sistema atual”, restaurar o que chama de “normalidade democrática na Hungria”, e combater a corrupção.

Em pouco mais de um ano, Magyar saiu de figura relativamente desconhecida para se tornar líder do partido Tisza e principal nome a desafiar Orbán em anos. A base de apoio cresceu, especialmente, entre eleitores de áreas rurais e setores conservadores insatisfeitos com a situação econômica.


A trajetória, no entanto, também é marcada por controvérsias, incluindo acusações de violência doméstica feitas por sua ex-mulher, a ex-ministra da Justiça Judit Varga. As polêmicas, no entanto, não impediram sua rápida ascensão nas pesquisas.

Segundo uma pesquisa da Idea Institute, divulgada pela agência Reuters na quinta-feira (9), o Tisza aparecia com 39% das intenções de votos entre os eleitores, contra 30% do Fidesz. A diferença é de aproximadamente 9 pontos percentuais.


Cerca de 21% dos entrevistados disseram que ainda não haviam decidido em quem votar. Ao todo, 1.500 pessoas foram consultadas pelo levantamento.

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