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‘Petróleo ainda manda mais do que discursos’, diz analista sobre alívio das sanções à Rússia

Especialista analisa que medida também escancara as diferenças de prioridades entre Estados Unidos e Europa

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA aliviaram sanções ao petróleo da Rússia, em meio à guerra na Ucrânia e ao impacto econômico do conflito no Irã.
  • Especialista indica que essa decisão evidencia que o petróleo ainda é uma prioridade, superando discursos políticos.
  • A medida gera descontentamento entre os aliados europeus, que veem isso como um enfraquecimento das sanções.
  • A divergência de prioridades entre EUA e Europa destaca a diferença entre focos na inflação americana e na continuidade da guerra na Ucrânia.

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No início da guerra na Ucrânia, em 2022, diversos países elaboraram sanções contra a Rússia para incentivar o fim do conflito. Quatro anos depois, o embate ainda não foi resolvido e as consequências econômicas do fechamento do Estreito de Ormuz, com o novo conflito do Irã, fizeram os Estados Unidos derrubarem até 11 de abril as penalidades lançadas ao petróleo de Vladimir Putin.

“O alívio das sanções mostra que, na prática, o petróleo ainda manda mais do que muitos discursos”, analisou no Conexão Record News desta sexta (13) o professor de direito e relações internacionais da Universidade de Franca, Kleber Galerani. Ele afirma que “a Casa Branca escolheu evitar um choque maior no mercado, mesmo que isso signifique aliviar pontualmente a pressão sobre Moscou”.


A medida resulta em um respiro financeiro para a Rússia e irrita os aliados europeus dos EUA, que reagiram mal à decisão. “Para eles, sanção com exceção vira sanção enfraquecida. E nessa guerra, que também é uma guerra econômica, cada brecha conta”, raciocinou Galerani, que enxerga Putin como um líder capaz de aproveitar tais falhas.

Ele concluiu que a decisão escancara uma divergência de prioridades entre Washington e os países aliados europeus. “Enquanto os EUA olham para a inflação e questão doméstica [...] os europeus olham para a longevidade da guerra na Ucrânia”.

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