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Petróleo sobe 8% com interrupção de fluxo do Oriente Médio por conflito no Irã

Aumento dos preços na retomada das negociações após o fim de semana foi menor do que apontavam algumas previsões de analistas

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O preço do petróleo subiu cerca de 8% devido à interrupção do transporte marítimo no Estreito de Ormuz por conflitos no Irã.
  • O aumento acentuado nos preços pode comprometer a recuperação econômica global e afetar as eleições nos EUA.
  • As previsões iniciais indicavam que o petróleo poderia abrir acima de US$ 90 o barril, mas os ganhos foram menores do que o esperado.
  • Mais de 200 embarcações estão ancoradas fora do estreito, e três petroleiros foram danificados durante os ataques recentes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um aumento sustentado nos preços ameaçaria a recuperação econômica global Dado Ruvic/Ilustração/Foto de Arquivo/Reuters - 22.06.2025

O preço do petróleo subia perto de 8% na manhã desta segunda-feira (2), depois que ataques retaliatórios do Irã interromperam o transporte marítimo no crucial Estreito de Ormuz, após o bombardeio do fim de semana por Israel e pelos Estados Unidos que matou o líder supremo iraniano Ali Khamenei.

Um aumento sustentado nos preços ameaçaria a recuperação econômica global, estimularia a inflação e poderia elevar os preços da gasolina no varejo nos EUA, um resultado arriscado para o presidente Donald Trump antes das eleições de meio de mandato em novembro.


No entanto, o aumento dos preços na retomada das negociações após o fim de semana foi menor do que apontavam algumas previsões de analistas.

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Os futuros do petróleo Brent subiram até 13%, para US$ 82,37 (cerca de R$ 424 na cotação atual) o barril, o maior valor desde janeiro de 2025, antes de recuarem para uma alta de US$ 5,56 (cerca de R$ 28 na cotação atual), ou 7,6%, a US$ 78,43 (cerca de R$ 403 na cotação atual) o barril às 7h55 (horário de Brasília).


O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA chegou a atingir uma alta intradiária de US$ 75,33 (cerca de R$ 387 na cotação atual), aumento de mais de 12% e o maior valor desde junho, embora tenha posteriormente reduzido os ganhos e subido US$ 4,80 (cerca de R$ 24 na cotação atual), ou 7,2%, para US$ 71,82 (cerca de R$ 369 na cotação atual).

“O movimento mais recente reflete a incerteza em torno da escala e da duração do conflito atual e reconhece que o futuro político do Irã pode ter implicações importantes para a estabilidade do Oriente Médio”, disse James Hosie, da Shore Capital.


Abaixo da previsão

No domingo (1º), alguns analistas previram que o petróleo abriria na segunda-feira a mais de US$ 90 (cerca de R$ 463 na cotação atual) o barril e mais perto de US$ 100 (cerca de R$ 514 na cotação atual).

Os preços subiram quando uma troca de contra-ataques danificou petroleiros e interrompeu os embarques no Estreito de Ormuz, entre o Irã e Omã, que liga o Golfo ao Mar Arábico.


Em um dia normal, navios que transportam petróleo equivalente a cerca de um quinto da demanda global da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Irã e Kuweit navegam pelo estreito junto com petroleiros que transportam diesel, combustível de aviação, gasolina e outros combustíveis de suas refinarias para os principais mercados asiáticos, incluindo China e Índia.

Mais de 200 embarcações, incluindo petroleiros e navios-tanque de gás liquefeito, ancoraram fora do estreito, segundo dados de transporte marítimo divulgados no domingo. Três navios-tanque foram danificados e um marinheiro morreu em ataques nas águas do Golfo.

Preços reduzem ganhos

O petróleo reduziu os ganhos após o forte aumento no início do pregão asiático, um movimento que os analistas atribuíram aos compradores já incorporando um prêmio de risco nos preços em antecipação ao conflito.

O Brent subiu mais de 19% este ano até o fechamento da sexta-feira, enquanto o WTI era negociado com alta próxima a 17%.

“Os mercados estão reconhecendo a gravidade do conflito, mas também sinalizando que, por enquanto, trata-se de um choque geopolítico, não de uma crise sistêmica”, disse Priyanka Sachdeva, analista sênior da Phillip Nova.

A Opep+ concordou no domingo com um aumento na produção de petróleo de 206 mil barris por dia para abril. Todos os produtores da Opep+ estão essencialmente produzindo em capacidade máxima, exceto a Arábia Saudita, disse a analista da RBC Capital, Helima Croft.

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