‘Pode ser que haja atentados como o das Torres Gêmeas’, diz especialista sobre reações do Irã
Segundo Vitelio Brustolin, Irã não tem mísseis capazes de atingir os EUA, mas retaliação pode vir por meio do terrorismo
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Após Washington estrear com sucesso um drone suicida de baixo custo em combate no Irã, analistas da agência Reuters revelaram, com base numa avaliação do Escritório de Inteligência e Análise do Departamento de Segurança Interna, que o país e os aliados podem atacar diretamente os Estados Unidos em resposta ao assassinato do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
Em entrevista ao Conexão Record News, o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin explica que o ataque gera a possibilidade de retaliações terroristas no território dos Estados Unidos, mas que o Irã não possui mísseis eficientes o suficiente para atingir o país.

“O Irã não tem capacidade de alvejar territórios dos Estados Unidos, porque os mísseis que o Irã tem são de até 2.500 a 3.000 km”, diz. O pesquisador ainda complementa informando que isso só seria possível se fossem lançados por embarcações navais. “Elas teriam que ser furtivas, não poderiam ser detectadas e o Irã não tem essa capacidade também”, complementa.
Segundo o Comando Central dos EUA, os equipamentos foram fabricados com base nos sistemas de Shahed de fabricação iraniana, operados pela Rússia na guerra da Ucrânia. Para Brustolin, esses ataques serão “de pequena escala em comparação com a guerra”.
“Então os atentados do Irã contra os Estados Unidos necessariamente serão atentados terroristas de pequena escala. Agora, pequena escala em comparação com uma guerra como essa que está acontecendo agora. Pode ser que haja atentados como os das Torres Gêmeas, por exemplo. E ali a gente está falando de 4.000 vítimas”, explica.
O levantamento do Escritório de Inteligência e Análise do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos aponta a ameaça, mas diz ser improvável um ataque físico em larga escala. Ainda segundo o relatório, a principal preocupação a curto prazo é que hackers alinhados ao regime iraniano realizem ataques cibernéticos de baixo nível contra redes americanas.
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