Polícia barra membros do partido de Evo no Congresso da Bolívia

Entre os barrados, estava a senadora Adriana Salvatierra, que deveria assumir a presidência, mas anunciou no domingo que renunciou ao cargo

Adriana e outros congressistas do MAS foram barrados

Adriana e outros congressistas do MAS foram barrados

Reprodução / Twitter

Congressistas do MAS, partido de Evo Morales, foram impedidos pela polícia de entrar na Assembleia Nacional da Bolívia nesta quarta-feira (13). Entre os barrados, estava a senadora Adriana Salvatierra, que como presidenta do Senado poderia susceder Morales na Presidência.

Salvatierra, no entanto, anunciou que renunciava ao cargo pela TV no domingo, horas depois da renúncia de Morales. Estas renúncias e de outras dezenas de membros do MAS ocorreram após dias de protestos por supostas fraudes eleitorais, seguidas de declarações da polícia e de militares a favor da saída de Morales.

Nesta quarta-feira, nas proximidades da Assembleia Nacional, houve troca de empurrões e disparos de gás de pimenta pela polícia contra o grupo de congressistas do MAS.

O confronto ocorreu ao mesmo tempo que a senadora Jeanina Añez, autodeclarada presidenta na noite de terça-feira, fazia seu juramento no Palácio Quemado.

Sucessão na Bolívia em questão

Jeanine era a vice-presidente do Senado e foi declarada presidente depois que Evo Morales e seu vice, Alvaro Linera García, renunciaram aos cargos.

Depois do presidente e do vice, a Constituição do Estado Plurinacional da Bolívia prevê que a linha sucessória se completa com o presidente do Senado e, depois, da Câmara.

Adriana e seu colega de partido e presidente da Câmara, Victor Borda, fizeram anúncios públicos de que renunciavam a seus cargos. Isto abriu caminho para que Jeanine Añez reivindicasse a Presidência do país.

Hoje, enquanto o grupo erra barrado na entrada do Congresso boliviano, Adriana e outros membros do MAS diziam aos policiais que ela não renunciou formalmente e que, portanto, segue sendo senadora.

O partido do ex-presidente Evo Morales chamou a posse de Jeanine de consolidação do golpe de Estado e reivindicou que Adriana deveria assumir a Presidência.

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