Polícia de Hong Kong encerra cerco à Universidade Politécnica
Cordão foi mantido por 12 dias e encerrado um dia depois da descoberta de armas como coquetéis molotov, arcos e substâncias químicas
Internacional|Da EFE

A polícia de Hong Kong encerrou nesta sexta-feira (29) o cerco de quase duas semanas à Universidade Politécnica, com a retirada de todos os oficiais em torno do campus, um dia após ter descoberto armas como coquetéis molotov, arcos e substâncias químicas.
No total, os agentes apreenderam 3.989 coquetéis molotov, 1.339 componentes de explosivos, 601 garrafas de líquidos corrosivos e 573 peças de armas, diz um comunicado da polícia.
Leia também

Bloco pró-democrata vence eleições distritais em Hong Kong com folga

Marcadas por protestos, eleições em Hong Kong têm participação recorde

Hong Kong: Bombeiros impedem fuga de universitários pelo esgoto

Proibição de máscaras em protestos em Hong Kong é inconstitucional

Arco-e-flecha, tijolos e tacos de baseball – as armas usadas pelos manifestantes nos protestos em Hong Kong
Os investigadores da polícia se retiraram e o cordão policial em torno da Universidade, que foi mantido por 12 dias, foi retirado, diz a nota, reiterando que a polícia adotou "uma abordagem flexível para resolver a crise e fez todos os esforços para resolver a situação de forma pacífica".
As forças de segurança estiveram no campus ontem pela manhã para remover objetos perigosos e recolher provas no campus.
Hoje pela manhã, a polícia anunciou que encerraria o cerco após repetidos apelos da diretoria da Politécnica, onde exigiam que as forças de segurança desbloqueassem o campus, uma vez que a maioria dos manifestantes havia deixado o complexo, localizado em Kowloon.
No entanto, ainda não está claro se os manifestantes continuam dentro da universidade. Na última quarta-feira, um deles saiu e garantiu à imprensa que ainda havia cerca de 20 deles lá dentro.
O cerco começou no último dia 17, quando manifestantes anti-governo entraram em conflito violento com os agentes. Muitos deles fugiram para a universidade, onde ficaram presos depois que a polícia cercou o campus e decidiu impedir quem deixasse o complexo.
Nos dias seguintes, centenas de pessoas entrincheiradas na universidade se renderam, enquanto outras usaram seus próprios meios de fuga, por exemplo, rapel em uma ponte próxima.
Os que ficaram recusaram-se a sair por medo de serem acusados de revolta - um crime que acarreta pena máxima de dez anos de prisão, segundo a lei de Hong Kong - e serem violentamente reduzidos pela polícia.
Até o momento, a polícia prendeu ou identificou mais de mil pessoas que deixaram o campus.











