Polícia emite alerta vermelho de prisão para sobrinho de presidente do Peru
Fray Vásquez é acusado de favorecer uma empresa durante licitação para a construção de uma ponte no país
Internacional|Do R7

A PNP (Polícia Nacional do Peru) emitiu nesta terça-feira (17) um alerta vermelho, de ordem internacional de prisão — utilizado pela Interpol com vista à extradição —, contra o ex-secretário da Presidência do país Bruno Pacheco e contra um sobrinho do presidente do Peru, Pedro Castillo.
"Há uma disposição vinda do ordenamento jurídico de localização e captura. No nível internacional, foi emitido o alerta vermelho para essas pessoas, que estão sendo buscadas", afirmou o comandante-geral da corporação, general Vicente Tiburcio, em declarações à emissora local de televisão RPP.
"Nós temos um mandado constitucional. Esse mandato constitucional, temos que cumprir. Nossos policiais estão preparados para isso, mas ainda respeitosos com todas as instituições", completou.
O ex-secretário Bruno Pacheco e Fray Vásquez, sobrinho do presidente, estão foragidos enquanto são investigados por supostamente terem realizado ingerência indevida na nomeação de funcionários de órgão do Ministério dos Transportes e Comunicação.
Recentemente, a Justiça confirmou uma ordem de prisão preventiva por 24 meses de ambos com base em denúncia do Ministério Público, que apura suposta corrupção na construção da ponte Tarata sobre o rio Huallaga, na região de San Martín, na Amazônia peruana.
Segundo o MP, o Consórcio Puente Tarata 3º teria sido favorecido na licitação, apesar de não cumprir os requisitos de experiência prévia em obras similares.
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Na acusação, os promotores levaram em conta depoimento da empresária Karelim López, que envolveu o presidente e pessoas do alto escalão do governo peruano em atividades de uma suposta organização criminosa.
A delatora afirmou que Pedro Castillo buscava usar dinheiro obtido com corrupção para pagar dívidas contraídas durante a campanha eleitoral, em que derrotou Keiko Fujimori.
O presidente peruano negou "taxativamente" as acusações e afirmou existir um plano de parte da oposição ao governo que lidera para tentar tirá-lo do poder.













