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Polícia espanhola invade centros de votação na Catalunha

Território espanhol vota hoje em referendo de independência

Internacional|Diego Junqueira, do R7, com agências de notícias

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Guardas civis quebram porta de local onde o líder catalão iria votar
Guardas civis quebram porta de local onde o líder catalão iria votar

A Polícia Nacional e a Guarda Civil da Espanha invadiram neste domingo (1º) alguns centros de votação em Barcelona e cidades da Catalunha para tentar impedir o referendo sobre a independência do território.

As urnas abriram por volta das 9h da manhã (hora local, 4 horas em Brasília), com grandes filas do lado de fora dos centros de votação.

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A eleição acontece mesmo após o Tribunal Constitucional da Espanha considerá-la ilegal. O governo central em Madri também classifica o referendo como ilegal e sem respaldo na Constituição. As autoridades enviaram milhares de policiais para a Catalunha a fim de impedir a votação.

De acordo com agências internacionais de notícias, os policiais invadiram alguns desses locais e apreenderam urnas e cédulas. Imagens publicadas em redes sociais mostram policiais arrastando eleitores de dentro dos locais ou impedindo a entrada deles para a votação. Há relatos de disparos de balas de borracha, embora seu uso seja proibido desde 2014 an Catalunha, após uma mulher perder um olho em uma manifestação.

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Ao menos 38 pessoas ficaram feridas, nenhuma delas em estado grave. Apesar do clima tenso, urnas e locais de votação foram substituídos e a votação prossegue.

Veja imagens da votação

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Carles Puigdemont chega a centro de votação
Carles Puigdemont chega a centro de votação

No município de Sant Julià de Ramis, na província de Girona, guardas civis quebraram a porta de uma escola onde o líder catalão, Carles Puigdemont, era aguardado para votar. Os policiais montaram guarda no local.

Mesmo com o local tomado pelas forças de segurança, Puigdemont foi até a escola para denunciar "o uso irresponsável, irracional e desmedido da violência".

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"A brutalidade" da polícia, disse ele, segundo o jornal catalão La Vanguardia, é uma "vergonha" que vai "acompanhar para sempre" as autoridades de Madri.

— Hoje o Estado espanhol perdeu muito mais do que havia perdido. E a Catalunha ganhou muito mais do que já havia ganho.

Veja a ação da Polícia na Espanha:

A Polícia Nacional e a Guarda Nacional da Espanha entraram em ação após a polícia local da Catalunha, chamada Mossos d'Esquadra, não cumprir decisão do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, que determinava o desmantelamento dos locais de votação a partir das 6h. As forças de segurança locais se limitaram a fazer o policiamento dos arredores dos centros de votação, informa o jornal madrilenho El País.

Apesar do clima tenso, catalães votam em escola de Barcelona
Apesar do clima tenso, catalães votam em escola de Barcelona

A decisão de abrir uma consulta popular para separar a Catalunha da Espanha fez o país mergulhar em uma das maiores crises políticas das últimas décadas

Centenas de milhares de catalães foram às ruas nas últimas semanas para protestar contra a campanha de Madri para suprimir a votação. A polícia confiscou milhares de cédulas e as cortes multaram e ameaçaram prender autoridades regionais.

No sábado (30), milhares de espanhois contrários à consulta eleitoral foram às ruas de Madri e de outras cidades para protestar contra a divisão do país.

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