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Polícia investiga vínculo de desaparecidas nos EUA com "María" na Grécia

Internacional|Do R7

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Washington, 22 out (EFE).- A polícia grega investiga a possível relação de uma dezena de famílias de todo o mundo com meninas desaparecidas, várias delas nos Estados Unidos, com Maria, a criança encontrada na semana passada em um acampamento na Grécia, disse nesta terça-feira o porta-voz da ONG que está responsável pela criança grega. Famílias de Canadá, Polônia e França estão entre as dezena de possibilidades que as autoridades "estão considerando muito seriamente", garantiu ao canal americano "CNN" Panagiotis Pardalis, o porta-voz da ONG "O Sorriso da Criança", que provisoriamente está com a custódia da menor. Desde que "Maria" foi encontrada na quinta-feira em um acampamento cigano na cidade grega de Farsala (no centro do país) e tenha sido descartado com um exame de DNA que o casal que a registrou fosse seus pais biológicos, começou uma busca pelos verdadeiros progenitores da menor com a colaboração da Interpol. A polícia e a ONG estão recebendo milhares de ligações de todo o mundo para fornecer pistas sobre o caso ou para reivindicar uma hipotética paternidade. Por enquanto, somente a identidade de uma destas famílias foi revelada, um casal do Kansas nos Estados Unidos, Jeremy Irwin e Deborah Bradley, cuja filha Lisa desapareceu em outubro de 2011, quando tinha dez meses, e que pediu ao FBI que entrasse em contato com as autoridades gregas quando souberam da notícia. No entanto, Lisa teria agora quase quatro anos, enquanto as últimas provas dentárias realizadas na menor achada na Grécia indicam que tem entre cinco e seis anos (e não quatro, como se pensou a princípio). O advogado do casal que criava "Maria" garante que a menina foi adotada de sua mãe biológica. Este casal, um homem de 40 anos e uma mulher de 39, declarou na segunda-feira prestou depoimento e agora aguarda o julgamento em que é acusado de sequestro de menores e posse de documentação falsa. Quando foram a delegacia depois de a menina ter sido retirada deles, teriam incorrido em uma série de contradições que, junto ao fato de Maria apresentar traços nórdicos - cabelo loiro e olhos verdes - e de falar apenas um pouco de romani (dialeto cigano), fizeram a polícia duvidar da partenidade dele e decidir realizar um teste de DNA. Nas investigações posteriores se descobriu que em 1993, em apenas cinco meses, o homem registrou cinco crianças como dele, e entre outubro de 1994 e fevereiro de 1995 outras três, e que a mulher figura como mãe de outros quatro filhos. Tudo isto criou na polícia grega a suspeita na polícia grega de que o casal poderia fazer parte de uma rede de tráfico infantil. EFE avc/cd

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