Polícia procura padrasto acusado de engravidar menina de 10 anos
Criança deu entrada no hospital, no Paraguai, incomodada com o crescimento de sua barriga
Internacional|Do R7

O Ministério Público do Paraguai ordenou nesta quinta-feira (23) a prisão do padastro que engravidou a enteada, uma menina de 10 anos e que foi hospitalizada com gravidez de alto risco. As informações são do jornal paraguaio Ultima Hora.
O crime foi descoberto quando a menina, acompanhada de sua mãe, deu entrada no hospital para realizar uma ecografia admominal em razão do crescimento de sua barriga. O diagnóstico de gestação foi um choque para todos que acompanharam o atendimento, principalmente para a mãe e a filha.
Porém, a decisão de pedir a detenção do homem, cuja identidade não foi identificada, foi tomada pela fiscal Monalisa Muñoz, por conta própria, já que não houve iniciativa dos familiares nem do Hospital Materno Infantil da cidade de Trinidad de denunciar o grave abuso.
Monalisa baseou seu ofício nas matérias publicadas na imprensa. Em busca de provas, ela se dirigiu ao centro assistencial em que a menina estava internada, para saber de suas condições. Mas ela já havia recebido alta, o que fez a agente ir, acompanhada de um perito forense, à casa da família para levar a criança.
Há uma dificuldade no atendimento a este tipo de caso no Paraguai. Desta forma, a fiscal colocou a menina para ser atendida pela Cruz Vermelha, já que ela confirmou que se trata de uma situação de risco de morte.
Em janeiro, segundo Monalisa, a mãe da menina já havia denunciado o padrasto por abuso sexual contra a menina. Em sua denúncia formal, a fiscal afirma que há fortes indícios que apontam que o padrasto é o responsável pela gravidez. Seu relato se baseou também em declarações que a menina fez a psicólogos do Ministério Público.
— É um caso de reincidência, porque depois da denúncia ele continuou vivendo na mesma casa com a mesma famíliaEs un caso de reincidencia porque después de la denuncia continuó viviendo en la misma casa y con la misma familia", afirmó. También se tuvo un testimonio de la menor a los psicólogos de la Fiscalía.
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O padrasto não foi encontrado pela polícia e já é considerado fugitivo. Segundo vizinhos, há oito dias ele ainda morava na casa com os familiares. Monalisa lamentou o fato de a denúncia não ter sido levada novamente à Justiça. Segundo ela, por este motivo, foram perdidas 48 horas na busca pelo padrasto.
—Agora vamos tratar de localizá-lo e investigaremos se é a primeira vez ou se já existem outros casos.
Nos primeiros atendimentos, em outro local, a suspeita era de que a menina tinha um tumor abdominal, o que motivou o pedido do exame. O caso também foi denunciado para a Defensoria da Infância e Adolescência.














