Internacional Polícia registra novas acusações contra líder de Mianmar

Polícia registra novas acusações contra líder de Mianmar

Aung San Suu Kyi está em prisão domiciliar desde que exército deu golpe no país e foi acusada de importação de dispositivo ilegal

Aung San Suu Kyi é acusada de mais crimes pela polícia de Mianmar

Aung San Suu Kyi é acusada de mais crimes pela polícia de Mianmar

Bria Webb/Reuters - 21.9.2016

A polícia de Mianmar apresentou, nesta terça-feira (16), novas acusações contra a líder eleita do país, Aung San Suu Kyi, deposta pelo exército em um golpe de Estado no início do mês.

A vencedora do Prêmio Nobel da Paz e Conselheira de Estado, que está em prisão domiciliar desde o golpe militar, foi acusada no último dia 3 por importação ilegal de um aparelho telefônico e deve comparecer perante o juiz amanhã.

Segundo seu advogado, Khin Maung Zaw confirmou à Agência Efe, a líder deposta também foi acusada de crime relacionado à lei de desastres naturais.

É a mesma acusação apresentada contra o presidente, Win Myint, também preso e acusado de violar as medidas de distanciamento social impostas pela pandemia ao organizar um ato eleitoral que contou com a presença de mais de 30 pessoas.

Suu Kyi, 75, que já passou 15 anos em prisão domiciliar durante a junta militar anterior, pode pegar até três anos de prisão pelo crime de importação ilegal.

A junta militar cortou o fornecimento da internet durante a manhã de hoje, pelo segundo dia consecutivo, enquanto a presença de tanques e tropas armadas desde o último domingo aumentou a tensão em meio a protestos em massa contra o golpe.

As forças de segurança usaram canhões de água e dispararam balas de borracha e munições reais contra os manifestantes, o que foi criticado pelos Estados Unidos, União Europeia e outros países que pedem o retorno da democracia ao país e a libertação dos detidos.

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