Policial que inspirou filmes de Hollywood vira suspeito de morte da própria esposa após 58 anos
Promotoria aponta Buford Pusser, xerife homenageado em museu, como suspeito de assassinato de Pauline Pusser, baleada em 1967
Internacional|Do R7
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O xerife Buford Pusser, um famoso policial que inspirou até filmes em Hollywood, foi apontado na última sexta-feira (29) como principal suspeito da morte de sua esposa, Pauline Mullins Pusser, assassinada em 1967, em Tennessee, nos Estados Unidos.
Segundo o jornal The Washington Post, Pusser, que morreu em 1974 em um acidente de carro, era considerado um herói local no Condado de McNairy, onde atuou como xerife entre 1964 e 1970.
A história dele de combate à máfia, jogos de azar e produção de bebida ilegal inspirou o filme “Com as Próprias Mãos” (1973), estrelado por Joe Don Baker, e também um remake de 2004, com Dwayne Johnson, conhecido como The Rock.
Em Adamsville, a cidade natal de Pusser, há até um museu em homenagem a ele, uma rua com seu nome e um festival que celebra os feitos do agente durante os anos como policial, de acordo com o Post.
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No entanto, a promotoria do Tennessee anunciou que novas evidências forenses, obtidas após a reabertura do caso em 2022, contradizem a versão apresentada por Pusser à época do crime.
Em 12 de agosto de 1967, ele alegou que recebeu uma denúncia e que Pauline se ofereceu para acompanhá-lo. Durante o trajeto, um carro se aproximou, e um atirador abriu fogo, matando Pauline e ferindo gravemente o xerife, que passou por várias cirurgias e ficou quase três semanas internado.
A versão de Pusser, que atribuía o ataque a inimigos ligados à máfia, foi aceita por décadas. Mas análises recentes indicam que Pauline foi baleada fora do carro e colocada no veículo depois.
Respingos de sangue no capô e o tipo de ferimento na cabeça dela não correspondem à narrativa do ex-xerife. Um especialista em balística afirmou que a cena do crime foi “encenada”.
A autópsia também revelou que Pauline tinha uma fratura no nariz, já cicatrizada antes de sua morte, e relatos da época sugerem que ela sofria violência doméstica. Além disso, um dos ferimentos sofridos pelo policial Pusser, causado à bala na bochecha, foi considerado “provavelmente autoinfligido” pela promotoria.
“Este caso não se trata de destruir uma lenda. Trata-se de dar dignidade e um desfecho a Pauline e sua família, e garantir que a verdade não seja enterrada com o tempo. A verdade importa, a justiça importa. Mesmo 58 anos depois, Pauline merece ambas”, disse o promotor Mark Davidson em coletiva de imprensa.
O irmão de Pauline, Griffon Mullins, em uma mensagem exibida na coletiva, disse que “não está totalmente chocado” com as acusações contra Pusser. “Ela era a líder da nossa família. Era a pessoa mais atenciosa e agradável que alguém poderia conhecer”, declarou.
A investigação, que acumula mais de mil páginas, foi revisada como parte de um esforço do Tennessee para reexaminar casos arquivados. A exumação do corpo de Pauline e novas técnicas forenses, inexistentes na década de 1960, foram fundamentais para as descobertas.
A cidade de Adamsville, onde Pusser ainda é visto como herói por muitos, reagiu com ceticismo. A prefeita Jackie Hamm afirmou que analisará as implicações das descobertas para decidir o futuro do Museu Buford Pusser e outros memoriais, segundo o Post.
Perguntas e Respostas
Quem é Buford Pusser e qual é a sua ligação com a morte de sua esposa?
Buford Pusser foi um famoso xerife do Condado de McNairy, Tennessee, que atuou entre 1964 e 1970 e inspirou filmes de Hollywood. Ele foi apontado como principal suspeito da morte de sua esposa, Pauline Mullins Pusser, assassinada em 1967.
O que a promotoria revelou sobre o caso?
A promotoria do Tennessee anunciou que novas evidências forenses, obtidas após a reabertura do caso em 2022, contradizem a versão apresentada por Pusser na época do crime. Análises recentes indicam que Pauline foi baleada fora do carro e colocada no veículo depois, ao contrário do que Pusser alegou.
Qual era a versão de Buford Pusser sobre a morte de sua esposa?
Pusser alegou que recebeu uma denúncia e que Pauline se ofereceu para acompanhá-lo. Durante o trajeto, um carro se aproximou e um atirador abriu fogo, matando Pauline e ferindo gravemente o xerife.
Quais evidências contradizem a versão de Pusser?
As evidências incluem respingos de sangue no capô do carro e o tipo de ferimento na cabeça de Pauline, que não correspondem à narrativa de Pusser. Um especialista em balística afirmou que a cena do crime foi "encenada". Além disso, a autópsia revelou uma fratura no nariz de Pauline, já cicatrizada antes de sua morte, e indícios de violência doméstica.
O que o promotor Mark Davidson disse sobre o caso?
Mark Davidson afirmou que o caso não se trata de destruir uma lenda, mas de dar dignidade e um desfecho a Pauline e sua família, garantindo que a verdade não seja enterrada com o tempo. Ele enfatizou que a verdade e a justiça importam, mesmo 58 anos depois.
Como a família de Pauline reagiu às acusações contra Pusser?
O irmão de Pauline, Griffon Mullins, expressou que não está totalmente chocado com as acusações contra Pusser, destacando que Pauline era a líder da família e uma pessoa atenciosa e agradável.
Qual foi a reação da cidade de Adamsville às novas descobertas?
A cidade de Adamsville, onde Pusser ainda é visto como herói por muitos, reagiu com ceticismo. A prefeita Jackie Hamm afirmou que analisará as implicações das descobertas para decidir o futuro do Museu Buford Pusser e outros memoriais.
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