População cubana pode ser beneficiada se regime negociar com os EUA, diz especialista
Situação financeira da ilha se agrava em meio à pressão de Trump sobre o governo local
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Os Estados Unidos aumentaram a pressão sobre Cuba, principalmente sobre as reformas de livre mercado. Apesar das declarações de Donald Trump sobre tomar a ilha, os governos dos dois países confirmaram que estão em negociações.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (18), o pesquisador e professor de relações internacionais Vitelio Brustolin afirma que o regime cubano oprime a população desde 1959. “Milhares de cubanos fugiram de Cuba e denunciam isso no mundo inteiro”, aponta.
“Cuba não é autossustentável. Durante toda a Guerra Fria, Cuba foi sustentada pela União Soviética. Depois da queda da União Soviética, Cuba entrou em um período de escassez, nos anos 90, e aí passou a ser financiada pelo petróleo venezuelano”, analisa.
Segundo Brustolin, a ilha não produz petróleo suficiente para gerar energia, então, quando os EUA cortaram o fornecimento de petróleo da Venezuela, a população toda de Cuba ficou no escuro.
Brustolin acredita que, ao contrário de outros países que sofreram a intervenção norte-americana recentemente, Cuba pode se beneficiar das políticas de Donald Trump.
“Em Cuba, se o governo cubano negociar com os Estados Unidos e houver uma abertura — inclusive já está começando a se abrir agora para financiamentos de cubanos que vivem no exterior, que antes eram considerados traidores do regime —, em Cuba é possível que haja, depois de tudo que o Trump fez que é controverso em outros locais, que haja uma reabertura do regime e uma negociação com os Estados Unidos que pode, no final das contas, beneficiar a população”, finaliza.
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