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Por que expansão do programa nuclear da Coreia do Norte é ameaça para países vizinhos

Relatório dos EUA aponta risco “significativo” para Coreia do Sul e Japão; laços com Rússia e China também entram no radar

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Coreia do Norte está expandindo seus programas nuclear e de mísseis balísticos, representando uma ameaça significativa para Coreia do Sul, Japão e EUA.
  • O regime de Kim Jong-un usa táticas assimétricas como ataques cibernéticos e operações clandestinas para fortalecer sua capacidade militar.
  • O país também recebe apoio indireto da Rússia, especialmente após a guerra na Ucrânia, melhorando seu arsenal e experiência de combate.
  • Os crimes digitais da Coreia do Norte geram até 1 bilhão de dólares por ano, ajudando a financiar o desenvolvimento de armas e aumentar sua arrecadação em moeda estrangeira.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Kim Jong-un mantém foco em fortalecer arsenal estratégico com ogivas nucleares e mísseis de longo alcance KCNA (Agência Central de Notícias da Coreia)

A Coreia do Norte segue determinada a expandir seus programas nuclear e de mísseis balísticos, o que representa uma ameaça “significativa” para países como Coreia do Sul, Japão e os próprios Estados Unidos. O alerta faz parte de um relatório anual divulgado pela comunidade de inteligência americana.

De acordo com o documento, o regime de Kim Jong-un mantém o foco em fortalecer seu arsenal estratégico, incluindo ogivas nucleares e mísseis de longo alcance, além de consolidar sua capacidade militar. O texto também destaca o uso de táticas assimétricas, como ataques cibernéticos e operações clandestinas, como parte da estratégia do país.


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Um dos pontos de atenção é o avanço do programa militar norte-coreano com apoio indireto da Rússia, especialmente após a cooperação no contexto da guerra na Ucrânia. Segundo o relatório, esse intercâmbio tem garantido experiência de combate e acesso a equipamentos, elevando o nível das forças de Pyongyang.

Guerra cibernética

Além do poder bélico tradicional, a Coreia do Norte também vem ampliando sua atuação no ambiente digital. O relatório classifica o programa cibernético do país como “sofisticado e ágil”, com foco em burlar sanções, roubar recursos e obter informações estratégicas. Entre as práticas citadas estão ataques hackers e até o uso de profissionais de tecnologia infiltrados em empresas estrangeiras com identidades falsas.


Essas operações têm impacto direto nas finanças do regime. Ainda segundo a avaliação americana, crimes como roubos de criptomoedas e fraudes digitais geram ao menos 1 bilhão de dólares por ano, ajudando a financiar o desenvolvimento de armas.

O documento também aponta que o país elevou sua arrecadação de moeda estrangeira após a pandemia, impulsionado pelo aumento do comércio e pela exportação de armamentos, novamente com destaque para a parceria com Moscou. Ao mesmo tempo, Pyongyang tem buscado reaproximação com a China, seu principal parceiro econômico.


Outro fator que preocupa é a capacidade de ataque de longo alcance. A Coreia do Norte já realizou testes bem-sucedidos de mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs), capazes de atingir todo o território americano, segundo o relatório.

Apesar do cenário de avanço, a avaliação indica que o regime ainda tende a evitar confrontos diretos, devido ao poder de dissuasão dos Estados Unidos e seus aliados. Ainda assim, o conjunto de armas, tecnologia e alianças estratégicas mantém a Coreia do Norte no centro das tensões globais.

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