Por que governo da Coreia do Norte trata sucessão de Kim Jong-Un como ‘questão central’
Revista partidária defende definição antecipada de herdeiro e consolidação da autoridade
Internacional|Do R7
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Uma revista oficial do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte ressaltou, em edição publicada em março do ano passado, a relevância estratégica de definir previamente quem assumirá a liderança do país.
O texto veio a público pouco antes de a filha de Kim Jong-un, Ju-ae, voltar a aparecer em compromissos oficiais após um curto período fora da cena pública.
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A publicação ganhou destaque em meio a especulações de que a jovem estaria sendo preparada para ocupar um papel futuro no comando do regime. Analistas interpretam o conteúdo como um movimento para criar bases políticas e ideológicas para mais uma transição hereditária no poder.
A revista Geunroja, destinada a dirigentes e quadros do partido, descreve a escolha do herdeiro como elemento essencial para a estabilidade política. Segundo o texto obtido pela agência Yonhap, da Coreia do Sul, é fundamental estabelecer com antecedência tanto o nome quanto a autoridade daquele que assumirá a chefia.
Entre os pontos levantados, o artigo defende que o futuro dirigente seja alguém reconhecido pela confiança popular e pelo consenso interno da legenda. Também sustenta que a consolidação da liderança deve ocorrer enquanto o atual chefe de Estado ainda estiver vivo.
O texto destaca ainda a importância de fortalecer a lealdade de militantes e trabalhadores ao sucessor e de neutralizar qualquer contestação à unidade do comando. Para ilustrar esse modelo, a revista relembra a passagem do poder de Kim Jong-il para Kim Jong-un.
Segundo a publicação, Kim Jong-il iniciou cedo o processo de preparação do filho para a liderança, empenhando esforços significativos para garantir a continuidade do regime. A revista convoca os integrantes do partido a colaborarem ativamente em eventuais processos de transição.
A edição de março antecedeu o retorno de Ju-ae à mídia estatal, quando ela foi vista acompanhando o pai em uma inspeção a uma obra em Pyongyang. A adolescente havia ficado cerca de três meses sem aparições públicas.
No primeiro dia deste ano, Ju-ae participou pela primeira vez de uma cerimônia no Palácio do Sol de Kumsusan, mausoléu da família. A presença reacendeu debates sobre seu papel no futuro, embora o regime ainda não tenha anunciado oficialmente quem ocupará a liderança, referindo-se a ela apenas como a “filha amada” do atual ditador.
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