Por que há relâmpagos em Marte apesar da atmosfera seca
Tempestades de poeira podem gerar descargas elétricas ao colidir grãos, acumulando cargas
Internacional|Do R7
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Em 2015, a sonda Maven, da Nasa, captou um sinal em Marte que chamou atenção de cientistas. A análise, publicada recentemente na revista Science Advances, examinou mais de 108 mil medições de ondas de plasma e encontrou um padrão compatível com uma descarga elétrica na atmosfera.
O fenômeno despertou curiosidade, já que Marte é conhecido por ter um ar seco, diferente da Terra, onde os raios costumam surgir em nuvens cheias de vapor d’água. No entanto, especialistas explicaram que a presença de umidade não é uma condição obrigatória para gerar um relâmpago.
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O sinal identificado no planeta rochoso e desértico durou menos de meio segundo, mas a energia envolvida foi comparada à de um raio na Terra, já que apresentou princípios físicos semelhantes.
Segundo o estudo, publicado em 27 de fevereiro, tempestades de poeira em Marte podem gerar descargas elétricas. Isso porque, quando os grãos de poeira colidem durante esses eventos, eles acumulam cargas. Se a diferença de cargas for grande o suficiente, a energia é liberada em forma de descarga, semelhante aos raios terrestres.
“Usando as propriedades conhecidas dos grãos de poeira marcianos, a evolução de sua densidade de carga e potencial eletrostático pode ser calculada. Resultados numéricos indicam que, sob condições específicas, o campo elétrico gerado pode ultrapassar o limiar de ruptura na atmosfera de dióxido de carbono de baixa pressão de Marte (≈15 kV/m), resultando em uma descarga", diz um trecho da análise.
Os registros mostram que relâmpagos não dependem de chuva ou nuvens úmidas para existir. Em Marte, a combinação de poeira em movimento e acúmulo de eletricidade foi o suficiente para produzir a descarga elétrica.
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