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Por que juízes de maioria conservadora barraram decisão de Trump sobre Chicago?

Envio da Guarda Nacional foi impedido pela Suprema Corte; especialista discute significado dessa decisão

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Suprema Corte bloqueou a ordem de Trump para enviar a Guarda Nacional a Chicago.
  • O presidente alegou que as tropas são necessárias para combater o crime na cidade.
  • Especialista aponta que a decisão demonstra a independência do Judiciário americano frente ao presidente.
  • Atualmente, 300 integrantes da Guarda Nacional estão em Chicago, mas não estão envolvidos em operações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Suprema Corte bloqueou nesta terça-feira (23) a ordem de Donald Trump para enviar a Guarda Nacional a Chicago. Segundo o presidente, as tropas são necessárias para combater o crime e proteger agentes de imigração e suas instalações na terceira maior cidade dos Estados Unidos — governada pela oposição democrata.

O tribunal superior — controlado por conservadores — rejeitou um recurso contra a ordem de envio apresentado pelo governo, em um movimento incomum desde o retorno do republicano à Casa Branca. Na visão de Igor Lucena, doutor em relações internacionais, o episódio é positivo.


Tropas permanecem na região, sem se envolver em operações Reprodução/Record News

“Mostra uma independência do Judiciário americano e que eles não vão sempre concordar com tudo que o presidente Donald Trump colocar como ordem executiva”, avalia em entrevista ao Conexão Record News. Ele ainda pontua que não há uma situação de emergência, de criminalidade exacerbada na região de Chicago que justifique o emprego das tropas.

“O que há é um conflito ideológico na cidade sobre como os sistemas de imigração estão sendo utilizados para ‘encontrar’, de uma maneira até radical, batendo em lojas, em escritórios, os imigrantes ilegais e basicamente retirá-los da cidade à força. Isso está sendo rechaçado até mesmo por forças de seguranças locais, como a polícia”, diz.


Cerca de 300 integrantes da Guarda Nacional permanecem nos arredores da cidade, mas não participam de operações. “O que a gente assiste é um estado de conflito entre a autoridade presidencial e a autoridade estadual. Mas, diferentemente do Brasil, existe uma independência muito grande do governador e das forças locais”. O especialista alega ser acertada a decisão da Suprema Corte, ao colocar esse tipo de atuação fora do rol de atividades da Guarda.

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