Por que os EUA não prenderam outros líderes do aparato repressivo de Maduro
Diosdado Cabello, ministro do Interior, e Vladimir Padrino López, ministro da Defesa, são alvos da Justiça americana
Internacional|Do R7
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A prisão do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cilia Flores, pelos Estados Unidos no último sábado (3) não incluiu outros dois nomes centrais do regime chavista e levantou dúvidas sobre o alcance da operação. Washington afirma que a decisão de não capturar líderes do aparato repressivo de Maduro foi estratégica e que o objetivo imediato era retirar do poder quem se apresentava como presidente do país.
Permaneceram na Venezuela após a operação americana dois de seus aliados mais próximos: Diosdado Cabello, ministro do Interior, e Vladimir Padrino López, ministro da Defesa, que continuam em liberdade apesar de serem alvos da Justiça americana.
Os dois ocupam cargos considerados decisivos para a sustentação do chavismo. Cabello controla áreas ligadas à segurança interna e Padrino comanda as Forças Armadas. A permanência deles no país é vista por analistas como um fator de contenção de instabilidade imediata após a saída de Maduro, que governava desde 2013.
Tanto Cabello quanto Padrino têm mandados de prisão expedidos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Cabello é acusado de integrar a liderança do chamado Cartel de Los Soles, organização apontada como responsável por operações de tráfico de drogas. As autoridades americanas oferecem recompensa de US$ 25 milhões por informações que levem à prisão de Cabello.
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No caso de Vladimir Padrino López, a acusação é de conspiração para enviar drogas aos Estados Unidos. A recompensa oferecida pelo governo americano é de US$ 15 milhões.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que a ausência de novas prisões durante a operação não representa mudança de prioridade, mas limitação operacional. Em entrevista à CBS News, ele disse que não é possível capturar todos os alvos ao mesmo tempo.
“É muito simples. Não dá para simplesmente entrar e prender todos eles”, afirmou Rubio. “Não é fácil pousar um helicóptero no meio da maior base militar, arrombar o portão, prendê-lo, algemá-lo, ler seus direitos, colocá-lo em um helicóptero. E você me pergunta por que não fizemos isso em outros cinco lugares ao mesmo tempo?”, disse.
Segundo Rubio, a prioridade absoluta era Maduro. “O número um da lista era o homem que se dizia presidente do país, o que não era”, afirmou.
O governo americano reforça que os mandados de prisão contra Cabello e Padrino seguem em vigor e que as recompensas continuam válidas. Autoridades indicam que a estratégia envolve ações graduais e que outros integrantes do núcleo do regime venezuelano seguem como alvos.
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