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Porta-aviões, caças e drones: compare o poderio militar dos EUA e Irã

Governo americano e Israel realizarem um ataque coordenado neste sábado (28) contra Teerã

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA reforçaram seu poderio militar no Oriente Médio antes do ataque ao Irã.
  • Dois porta-aviões e 12 caças F-22 foram enviados para a região.
  • O orçamento de defesa dos EUA é de US$ 831,5 bilhões, com grande investimento em tecnologia militar.
  • O Irã possui um orçamento de defesa de apenas US$ 9,23 bilhões, com um arsenal significativamente menor que o dos EUA.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Trump reforçou poderio militar no Oriente Médio antes de ataque contra o Irã Reprodução/White House e Reprodução/YouTube/Jornal da Record

Antes mesmo dos Estados Unidos e Israel realizarem um ataque coordenado neste sábado (28) contra o Irã, o governo americano já vinha reforçando o seu poderio militar na região do Oriente Médio.

Isso se deu pelo envio de dois de seus principais porta-aviões para o continente: o USS Gerald Ford e o USS Abraham Lincoln. Além disso, o governo americano também deslocou 12 caças F-22 e drones “kamikaze”.


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EUA investe mais de US$ 800 bilhões em defesa

O aparato militar dos Estados Unidos impressiona. Segundo o Global Fire Power, são cerca de 13 mil aeronaves, sendo mais de 5,9 mil helicópteros e aproximadamente 1,7 mil caças. Em terra, são mais de 4,6 mil tanques de guerra e cerca de 409,6 mil veículos blindados. Já na Marinha, o país dispõe de 465 navios e 66 submarinos.

Estima-se que EUA possuem ainda 1.679 ogivas implantadas. Se também forem contabilizadas as ogivas não implantadas, armazenadas ou aguardando desmantelamento, o arsenal total chegaria a 5.328.


Como parte do exemplo da força militar, o presidente americano, Donald Trump, ordenou o deslocamento do porta-aviões USS Abraham Lincoln para a região do Oriente Médio. Na época, o republicano declarou que a medida tinha era uma forma de monitorar o Irã “muito de perto”.

Nomeado em homenagem ao 16º presidente americano, a embarcação pode atingir 55 quilômetros por hora, lançar até quatro aviões por minuto, transportar até 5.500 tripulantes, lançadores de mísseis e metralhadoras.


Além disso, o porta-aviões conta com caças, destroieres de mísseis guiados e pelo menos um submarino. Desde que começou a operar, o USS Abraham Lincoln realizou missões no Oriente Médio, inclusive durante a guerra do Afeganistão após os atentados de 2001. Em 2024, prestou apoio a uma ação contra o grupo rebelde Houthi.

Em meio à escalada da tensão com o Irã, a presença americana seguiu sendo reforçada na região. Em fevereiro, Trump ordenou o deslocamento de outro porta-aviões para o Oriente Médio. Apontado como o maior e mais letal modelo desse tipo de embarcação, o USS Gerald Ford estava até então posicionado no Mar do Caribe como parte da campanha americana na Venezuela que terminou com a captura de Nicolás Maduro.


O USS Gerald Ford, que recebeu o nome do 38º presidente americano, é o mais moderno porta-aviões de propulsão nuclear da Marinha americana e conta com 333 metros de comprimento e 78 metros de largura no convés de voo. Equipada com dois reatores nucleares, pode atingir velocidade de até 55 km/h e abrigar até 90 aeronaves entre caças e helicópteros.

Ao todo, os Estados Unidos têm um orçamento de defesa de estimado em US$ 831,5 bilhões e investe pesadamente no desenvolvimento de equipamentos para o combate, aponta o Global Fire Power. Além dos porta-aviões, o governo americano deslocou 12 caças furtivos F-22 para Israel como parte do reforço das forças americanas no Oriente Médio.

Os artefatos contam como uma tecnologia de baixa detecção por radar, sendo capaz de atacar alvos aéreos e terrestres. A aeronave também se destaca pelo voo supersônico e pelas características furtivas, além de contar com sensores avançados que permitem ao piloto rastrear, identificar e neutralizar ameaças ar-ar antes mesmo de ser detectado.

Outros recursos utilizados pelos americanos como parte de sua estratégia incluem o deslocamento de drones “kamikaze”. De acordo com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos (antigo Departamento de Defesa), os equipamentos têm amplo alcance e podem ser lançados por diferentes plataformas, incluindo catapultas, sistemas de decolagem assistida por foguete e estruturas móveis terrestres ou veiculares.

Orçamento iraniano está muito abaixo ao dos EUA

O Irã, por outro lado, destina apenas cerca de US$ 9,23 bilhões para o orçamento de defesa, segundo dados do Global Fire Power. O país conta com 551 aeronaves, 129 helicópteros e 188 caças.

Já as forças navais iranianas têm 109 embarcações e 25 submarinos, enquanto o arsenal terrestre dispõe 2,6 mil tanques de guerra e 76 mil veículos blindados.

Ainda de acordo com o Global Fire Power, estima-se que o país tenha 610 mil militares na ativa, 350 mil na reserva e outros 220 mil paramilitares (de forças não oficiais).

Em resposta ao ataque americano e israelense, o Irã lançou uma onda de mísseis e drones contra Israel e atacou instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Catar.

O país nega ter uma bomba nuclear, o que é contestado pela comunidade internacional, incluindo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Em maio do ano passado, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) alertou que o Irã estocava mais de 400 kg de urânio enriquecido a 60%.

Embora as armas nucleares necessitem de urânio com enriquecimento superior a 90%, não há registro de países sem armamento nuclear que conservem urânio em níveis tão elevados quanto 60%.

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