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Portugal vai às urnas neste domingo em meio a possível avanço da direita

11 candidatos disputam a eleição presidencial do país; aptos a votar ultrapassam 10 milhões

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Portugal realiza eleições presidenciais com 11 candidatos, incluindo André Ventura do partido Chega, que tem crescido em apoio.
  • Mais de 10 milhões de eleitores estão aptos a votar, e a votação pode precisar de um segundo turno devido à fragmentação dos votos.
  • Entre os candidatos também estão representantes dos tradicionais partidos, como o Partido Social Democrata e o Partido Socialista, além de um candidato independente conhecido por sua atuação durante a pandemia.
  • A próxima eleição presidencial pode impactar a estabilidade política de Portugal, que vive um período de incertezas e desafios, como a crise imobiliária e o custo de vida.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Diversos presidenciáveis já votaram na manhã deste domingo Pedro Nunes/Reuters - 18.01.2026

Um número recorde de 11 candidatos disputa a eleição presidencial de Portugal neste domingo (18) com um líder populista pronto para possivelmente levar mais um avanço político para os partidos de direita em ascensão na Europa.

O grande número de candidatos torna improvável que algum deles consiga mais de 50% dos votos para vencer no primeiro turno. Nesse cenário, os dois mais votados disputarão um segundo turno no próximo mês.


Quase 11 milhões de pessoas estão aptas a votar, e a maioria dos resultados é esperada para o fim do dia. O vencedor substituirá o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que chega ao limite de dois mandatos de cinco anos.

As urnas abriram às 8h da manhã, no horário local, num dia predominantemente ensolarado em todo o país, e estão previstas para fechar 12 horas depois.


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Principais candidatos

Entre os favoritos, segundo pesquisas recentes, está André Ventura, líder do partido populista Chega. A escalada do apoio público ao Chega fez da legenda a segunda maior do Parlamento português no ano passado, apenas seis anos após sua fundação.

Um dos principais alvos de Ventura tem sido o que ele chama de imigração excessiva, à medida que trabalhadores estrangeiros se tornaram mais visíveis em Portugal nos últimos anos. “Portugal é nosso”, diz ele.


Durante a campanha eleitoral, Ventura espalhou outdoors em todo o país dizendo: “Isto não é Bangladesh” e “Os imigrantes não devem ter direito a viver da assistência social”.

Outros candidatos bem posicionados são dos dois principais partidos que se alternaram no poder ao longo do último meio século: Luís Marques Mendes, do Partido Social Democrata (centro-direita), atualmente no governo, e António José Seguro, do Partido Socialista (centro-esquerda).


Também se espera uma disputa forte do contra-almirante reformado Henrique Gouveia e Melo, que concorre como independente e ganhou reconhecimento do público por supervisionar a rápida implementação das vacinas contra a covid-19 durante a pandemia.

Apenas uma mulher está entre os candidatos. Portugal nunca teve uma mulher ou uma pessoa não branca como chefe de Estado.

Desafios para o próximo presidente

Em maio passado, Portugal realizou sua terceira eleição geral em três anos, em seu pior período de instabilidade política em décadas. Estabilizar o cenário será um dos principais desafios do próximo presidente.

Ventura, o líder populista, tentou transformar a imigração em um tema de campanha, mas os eleitores parecem mais preocupados com a crise imobiliária e o custo de vida.

Uma lei que permite a eutanásia e o suicídio assistido por médicos, aprovada pelo Parlamento em 2022, mas travada por questionamentos constitucionais, deve chegar à mesa do presidente para sanção.

O que está em jogo

Em Portugal, o presidente é em grande medida uma figura simbólica, sem poder executivo. Em geral, o chefe de Estado busca se manter acima das disputas políticas, mediando conflitos e reduzindo tensões.

Ainda assim, o presidente é uma voz influente e possui algumas ferramentas poderosas, podendo vetar leis aprovadas pelo Parlamento, embora o veto possa ser derrubado. O chefe de Estado também possui o que, no jargão político português, é chamado de “bomba atômica”: a prerrogativa de dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas.

Os acontecimentos políticos em Portugal têm pouco impacto sobre o rumo geral da União Europeia. O país tem uma das menores economias do bloco, e suas Forças Armadas são de porte modesto.

O que vem a seguir

Um segundo turno entre os dois mais votados deste domingo será realizado em 8 de fevereiro. A disputa definirá quem cumprirá um mandato de cinco anos no “Palácio Rosa” do presidente, em Lisboa.

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