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Posicionamento da Turquia pode gerar impasse na guerra entre Rússia e Ucrânia, diz professor

Turquia afirmou que qualquer envio de ajuda de tropas só acontecerá com um cessar-fogo

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério da Defesa da Turquia condiciona o envio de tropas a um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia.
  • Emmanuel Macron propôs uma força militar composta por soldados franceses, britânicos e turcos.
  • Kleber Galerani alerta que a posição da Turquia pode complicar as negociações de paz e gerar impasses.
  • A Turquia enfatiza que sem cessar-fogo, a situação continuará instável e as armas ainda ditarão o ritmo da diplomacia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Ministério de Defesa da Turquia declarou que um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia precisa ser alcançado antes de qualquer discussão sobre um envio de tropas como garantias de segurança. Nesta terça-feira (25), o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que a força militar seria composta por soldados franceses, britânicos e turcos.

No entanto, Ancara afirmou estar aberta a discussões, mas somente se algumas modalidades forem definidas, como o estabelecimento de um cessar-fogo em primeira instância. Segundo o ministério da Defesa, após uma pausa no conflito seria preciso e possível definir um quadro de missão com um mandato claro e determinar a extensão da contribuição de cada país.


Para professor, posicionamento turco acende alerta e pode complicar mais as negociações de um acordo Reprodução/ Record News

O posicionamento turco acende um farol amarelo na paz de força e pode complicar mais as negociações de um acordo e gerar um impasse nas discussões, afirma Kleber Galerani, professor de direito e relações internacionais da Unifran (Universidade de Franca). Apesar da condição, ele aponta que o posicionamento cauteloso faz parte da tradição do país, que costuma mediar conflitos na região.

Galerani elucida que o país europeu busca criar um ambiente seguro e controlado para a ação de outros países no território ucraniano, o que passaria por concessões dos dois lados no acordo de pausa no conflito — ponto em que a Rússia não se mostrou tão disposta a acatar. Para ele, o horizonte de um cenário de paz se estabelece em uma nova ordem mundial incerta e gera dúvidas sobre o futuro.


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“A Turquia, ela acende o sinal amarelo para a paz de força. Diz ela: ‘Sem cessar-fogo, a paz não decola. Vai haver tropas na nossa parte só se alguém apitar o fim dos tiros, o fim da guerra’. Até lá, o tabuleiro continuará instável e no jogo da diplomacia, quem dita o ritmo, infelizmente, conforme nós estamos observando, ainda são as armas. E esta condicionante da Turquia é um exemplo claro disso”, conclui o professor em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (27).

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