Prefeitura de Bogotá interporá denúncia por perseguição perante a ONU
Internacional|Do R7
Bogotá, 2 mai (EFE).- A Prefeitura de Bogotá interporá uma denúncia perante a Comissão de Direitos Humanos da ONU contra os organismos de controle do Estado colombiano por uma "política sistemática de perseguição". Assim anunciou nesta sexta-feira o prefeito da cidade, Gustavo Petro, em declarações aos jornalistas dois dias depois que a Contraloría Distrital (um organismo de controle com funções similares a um tribunal de contas) embargou as contas dele e de outros três funcionários do governo local. A Contraloría Distrital tomou essa medida ao considerar que houve um detrimento patrimonial quando a Prefeitura decidiu em meados de 2012 reduzir os preços do sistema público de transporte Transmilenio nas horas menos frequentadas para distribuir a afluência de passageiros e financiar a diferença através de um fundo. "Determinamos como governo comparecer à Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, já não como indivíduos, mas como governo da Bogotá, para fazer esta denúncia de assédio sistemático contra um grupo populacional, com identidade política e contra um governo com identidade política", disse o prefeito. Nos últimos meses, Petro foi destituído por uma decisão de outro organismo de controle, a Procuradoria, por sua suposta má gestão durante a transição de um modelo de coleta de lixo em 2012, mas por um decisão judicial posterior foi restituído em seu cargo no final de abril. A essas medidas seria preciso somar uma multa de cerca de US$ 200 mil imposta há duas semanas pela Superintendência de Indústria e Comércio contra Petro, outros nove funcionários e três empresas públicas por supostamente violar a livre concorrência nesse esquema. Por isso, o prefeito afirmou que "o que temos é uma revanche de pessoas que foram do 'cartaz da contratação', setores políticos afins ao 'cartaz da contratação', políticos tradicionais que vêem com ciúmes as mudanças reais em Bogotá e setores ideologicamente adversos". O chamado "cartaz" ou "carrossel da contratação" é uma trama de corrupção em contratos públicos da anterior administração do ex-prefeito Samuel Moreno, também destituído e preso em 2011 precisamente por sua suposta participação no escândalo. EFE agp/ff














