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Premiê do Peru renuncia três semanas depois de assumir o cargo e antes das eleições

Com a saída de Miralles, outros 18 membros do gabinete também devem deixar seus cargos

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A primeira-ministra do Peru, Denisse Miralles, renunciou três semanas após assumir o cargo.
  • A renúncia ocorreu antes de solicitar um voto de confiança ao Congresso, um dia antes da data prevista.
  • Com a saída de Miralles, outros 18 membros do gabinete também devem deixar seus cargos, conforme a lei peruana.
  • A crise política no Peru se agrava, com a saída de Miralles ocorrendo em meio à pior crise energética em duas décadas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A saída de Denisse Miralles (à direita) é a mais recente entre as altas autoridades do Peru Angela Ponce/Foto de Arquivo/Reuters - 14.10.2025

O gabinete presidencial do Peru anunciou nesta terça-feira (17) a renúncia da primeira-ministra Denisse Miralles, três semanas depois de assumir o cargo e um dia antes de comparecer ao Congresso para solicitar um voto de confiança.

Com sua renúncia, menos de um mês antes das eleições gerais de 12 de abril para eleger um presidente e parlamentares, os outros 18 membros do gabinete de ministros também devem colocar seus cargos à disposição do presidente, de acordo com a lei peruana.


O presidente interino José Balcázar, que assumiu o cargo em meados de fevereiro após a destituição de José Jerí pelo Congresso, tem a opção de confirmar cada membro do gabinete ou substituí-los por novos funcionários.

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“A Presidência da República do Peru agradece à sra. Denisse Miralles pelos serviços prestados à nação como presidenta do Conselho de Ministros em um contexto importante para o país”, disse a Presidência da República no X.


O gabinete da primeira-ministra havia anunciado horas antes uma coletiva de imprensa sobre sua administração, mas, após o anúncio oficial de sua renúncia, a cancelou.

A saída de Miralles é a mais recente entre as altas autoridades do Peru, que tem vivido em constante incerteza política com oito presidentes desde 2018 devido a renúncias ou destituições em meio a alegações de corrupção.


A renúncia de Miralles também vem na esteira da pior crise energética em duas décadas, segundo o governo, depois que um rompimento de gasoduto causou um racionamento de gás natural que pressionou os preços e paralisou parcialmente a indústria.

Miralles foi eleita para o cargo em 24 de fevereiro, logo após a posse do presidente Balcázar, para completar o atual mandato do governo até o final de julho.


Esperava-se que Miralles solicitasse ao Congresso um voto de confiança na quarta-feira, como geralmente faz um novo chefe de gabinete. A mídia local informou que Miralles não tinha apoio no Legislativo, em meio à pressão política do Congresso antes das próximas eleições gerais.

“Estamos no meio de uma campanha eleitoral, portanto não podemos garantir ou afirmar que eles possam nos dar um voto de confiança”, disse Balcázar antes do anúncio da renúncia.

A Presidência da República convocou a mídia por meio de um breve comunicado para a posse do “novo Gabinete Ministerial” à tarde.

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