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Premiê espanhol nega renúncia após escândalo de corrupção de seu partido

Mariano Rajoy falou sobre a denúncia de que ele estaria ciente da existência de um suposto caixa dois do seu partido e de salários extras à altos cargos da formação

Internacional|Do R7

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Mariano Rajoy se pronunciou acompanhado do primeiro-ministro da Polônia, ao término da 9ª Cúpula Hispano-Polonesa
Mariano Rajoy se pronunciou acompanhado do primeiro-ministro da Polônia, ao término da 9ª Cúpula Hispano-Polonesa

O presidente de governo da Espanha, Mariano Rajoy, declarou nesta segunda-feira (15) que o Estado de Direito "não se submete à chantagem" e garantiu que cumprirá seu mandato, mesmo diante dos pedidos da oposição para que renuncie devido à divulgação de seu suposto envolvimento no caso de corrupção do Partido Popular (PP).

"Isto é uma democracia séria, e as instituições não se submetem à chantagem", disse Rajoy ao assegurar que há na Espanha "um governo estável que vai cumprir com sua obrigação".


Em entrevista coletiva, Rajoy se pronunciou sobre a pressão da oposição para sua renúncia, após as revelações do ex-tesoureiro do PP, Luis Bárcenas, de que o presidente estaria ciente da existência de um suposto caixa dois do seu partido e de salários extras à altos cargos da formação.

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"Um presidente do governo não pode estar se pronunciando todos os dias por causa de insinuações, rumores ou informações tendenciosas de todo o tipo que vão sendo publicadas por aí", disse Rajoy ao referir-se aos documentos divulgados pelo jornal "El Mundo", que envolviam o presidente no caso Bárcenas.


O jornal publicou no último domingo (14) mensagens telefônicas supostamente trocadas por Rajoy e Bárcenas, que testemunhou mais uma vez hoje perante o juiz Pablo Ruz, responsável pelo caso, que decretou o ex-tesoureiro prisão sem direito à fiança no dia 27 de junho.

Rajoy garantiu que cumprirá o mandato até dezembro de 2015 e que "se outros querem apelar, é responsabilidade de cada um". O presidente de governo da Espanha também ressaltou que as diferentes instituições do país "atuam com independência" neste caso.


Os pilares mais importantes da Espanha neste momento são o programa de reformas do governo e a estabilidade política, disse Rajoy ao afirmar que "não vou permitir" que esses projetos "sofram danos". Mariano Rajoy se pronunciou hoje aos jornalistas acompanhado do primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, ao término da 9ª Cúpula Hispano-Polonesa.

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