Internacional Premiê iraquiano realiza reunião após ser atacado por drone em casa

Premiê iraquiano realiza reunião após ser atacado por drone em casa

Seis integrantes da equipe pessoal do primeiro-ministro Kadhimi ficaram feridos durante o atentado, em Bagdá

Reuters
O primeiro-ministro do Iraque, Mustafa al-Kadhimi, sobreviveu ao ataque sem ferimentos

O primeiro-ministro do Iraque, Mustafa al-Kadhimi, sobreviveu ao ataque sem ferimentos

Stefanie Loos/Reuters

O primeiro-ministro do Iraque, Mustafa al-Kadhimi, apareceu neste domingo (7) em um vídeo presidindo uma reunião com os principais comandantes de segurança do país para debater medidas após o ataque de drone realizado contra a residência em que mora.

"O covarde ataque terrorista que teve como alvo a casa do primeiro-ministro na noite passada, com o objetivo de assassiná-lo, é um sério ataque ao Estado iraquiano por parte de grupos criminosos armados", disse o gabinete do chefe de Estado, em comunicado divulgado após a reunião.

Seis membros da força de proteção pessoal de Kadhimi que estavam do lado de fora de sua residência, na Zona Verde, ficaram feridos, disseram fontes de segurança à Reuters.

Três drones foram usados no ataque, incluindo dois que foram interceptados e abatidos pelas forças de segurança. O terceiro drone atingiu a residência, disse a agência de notícias estatal INA, citando um porta-voz do Ministério do Interior.

Um porta-voz do comandante em chefe das Forças Armadas disse que a situação da segurança estava estável dentro da Zona Verde — que abriga a residência, prédios do governo e as embaixadas estrangeiras — após o ataque.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ato.

O ataque ocorreu dois dias depois de violentos confrontos em Bagdá entre as forças do governo e militantes de grupos políticos apoiados pelo Irã, a maioria dos quais conta com alas armadas — esses grupos perderam dezenas de assentos no Parlamento após a eleição geral do dia 10 de outubro.

Kadhimi pediu uma investigação para averiguar as mortes e os feridos entre os manifestantes e as forças de segurança nesses confrontos.

O presidente Barham Salih condenou o ataque e o chamou de crime hediondo contra o Iraque. "Não podemos aceitar que o Iraque seja levado para o caos e para um golpe contra seu sistema constitucional", disse ele no Twitter.

O clérigo muçulmano xiita Moqtada al-Sadr, cujo partido foi o maior vencedor na eleição do mês passado, disse que o ataque foi um ato terrorista contra a estabilidade do país, com o objetivo de "devolver o Iraque a um estado de caos a ser controlado por forças não governamentais".

Os Estados Unidos, a Arábia Saudita e o Irã condenaram o ataque.

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