Internacional Presidente de Taiwan diz que não provocará China, mas irá se defender em caso de ataque

Presidente de Taiwan diz que não provocará China, mas irá se defender em caso de ataque

Tsai Ing-wen faz parte de um grande conflito político após a visita de Nancy Pelosi à ilha do Pacífico, que agitou as relações com Pequim

  • Internacional | Do R7, com informações de AFP e Reuters

Resumindo a Notícia

  • Tsai Ing-wen afirmou que Taiwan se defenderá de um possível ataque chinês
  • Tensão entre os dois países cresceu após a visita de Nancy Pelosi a Taiwan
  • Historicamente, China e Taiwan possuem rusgas políticas
  • Personagens exteriores, como a Rússia, também opinaram sobre tensões
Tsai Ing-wen reiterou postura de resistência de Taiwan diante da China

Tsai Ing-wen reiterou postura de resistência de Taiwan diante da China

Ann Wang/Reuters - 10.10.2020

A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, disse nesta quinta-feira (4) que o país não provocará conflitos mas defenderá firmemente sua soberania e segurança nacional, em resposta aos exercícios militares da China na região da ilha.

De acordo com informações da Reuters, o governo chinês disparou mísseis perto das águas de Taiwan, um dia depois de a presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, ter feito uma visita de solidariedade à ilha autogovernada.

Taiwan registrou nesta quarta-feira (3) a incursão de 27 aviões militares chineses na zona de defesa aérea do país. No dia anterior, a China já havia dado uma resposta aérea à viagem de Pelosi. Caças sobrevoaram o estreito de Taiwan, como forma de demonstrar a desaprovação de Pequim.

A visita da presidente da Câmara dos Deputados dos EUA também gerou comentários do governo da Rússia, aliado próximo da China. Segundo o Kremlin, o nível de tensão provocado pela visita de Pelosi a Taiwan "não deve ser subestimado".

Respondendo a uma pergunta sobre se o mundo estava mais próximo da guerra, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse aos repórteres que não era a favor de usar essa palavra, mas reiterou que a visita foi uma "provocação".

Em uma publicação, Pelosi afirmou que "a visita honra o compromisso inabalável dos Estados Unidos de apoiar a vibrante democracia de Taiwan". A ilha, porém, é lar de uma longa disputa política com a China, uma das principais concorrentes industriais dos americanos.

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