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Presidente do Governo da Espanha diz que Putin está 'perdendo a guerra' contra a Ucrânia

Pedro Sánchez diz que últimas ações da Rússia 'agressora' fazem com que bloco europeu 'redobre' a união

Internacional|Do R7

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Pedro Sánchez, presidente da Espanha eleito em 2018
Pedro Sánchez, presidente da Espanha eleito em 2018

O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou nesta quarta-feira (21), em Nova York, que o presidente russo, Vladimir Putin, admitiu que está perdendo a guerra, após o anúncio dos referendos de integração com a Rússia nas autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, e nos territórios ocupados do sul da Ucrânia nas regiões de Kherson e Zaporizhzhya.

"Putin assumiu que está perdendo a guerra", disse Sánchez em uma conversa informal com jornalistas, na qual destacou que o presidente russo "está tentando encobrir uma invasão com dois referendos na Ucrânia", o que descreveu como "um disfarce" que é preciso enfrentar "redobrando a unidade da Europa".


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Sánchez também fez referência à mobilização parcial de 300.000 reservistas russos para a guerra na Ucrânia decretada pelo presidente russo, comentando que, se por um lado Putin não reconhece a guerra, pelo outro apela à mobilização.

Sobre os temores de uma escalada nuclear diante da continuação da guerra e das novas ameaças russas, o presidente do governo espanhol declarou à imprensa que nesta situação é preciso “ser cauteloso e não contribuir para a escalada verbal”.


Da mesma forma, em um fórum sobre o papel da Espanha, dos Estados Unidos e da América Latina na economia global, organizado pelo jornal El País em Nova York, Sánchez insistiu em condenar esses referendos, rejeitados pela comunidade internacional.

"Trata-se de uma nova violação da legitimidade internacional e seu resultado nunca será reconhecido pela comunidade internacional", afirmou Sánchez durante seu discurso, no qual reiterou que a Espanha "sempre" apoiará "a independência, a soberania e a integridade territorial" da Ucrânia.


Diante do público do fórum, o chefe do governo da Espanha disse que após as últimas ações de Putin, a quem se referiu como "autocrata", entra-se em "fase muito mais crítica da guerra, que é quando o agressor percebe que está perdendo a luta".

“É agora que a unidade é mais necessária”, completou.


Em seu discurso, Sánchez também fez referência à possibilidade de a Rússia decidir cortar o fornecimento de gás para a Europa e pediu a aplicação de planos de contingência.

"Acredito que a possibilidade de um corte total do abastecimento de gás seja real, devido à vontade de um autocrata de também transformar a energia em arma de guerra para chantagear o mundo e principalmente a Europa", opinou, enfatizando a necessidade de "planos de contingência para dar resposta a qualquer um dos cenários, por mais adverso que seja".

Por fim, alertou que estas últimas decisões russas podem também ter impacto na evolução dos preços, já desencadeada pela inflação, e agravar a crise alimentar devido ao aumento dos preços das matérias-primas.

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