Internacional Presidente do Peru é acusado por delatores de receber propina

Presidente do Peru é acusado por delatores de receber propina

Caso teria acontecido quando Martín Vizcarra era governador de Moquegua, entre 2011 e 2014, e teria aceitado R$ 2 milhões de empreiteiras 

Presidente peruano é acusado de receber propina

Presidente peruano é acusado de receber propina

Presidência do Peru/Divulgação via REUTERS - 30.9.2019

O presidente do Peru, Martín Vizcarra, foi acusado de receber 1,3 milhão de sóis (R$ 2 milhões) em subornos, para favorecer empresas na concessão de obras públicas, durante o período em que era governador de Moquegua, entre 2011 e 2014, segundo o conteúdo de acordos de delação premiada.

As informações foram publicadas pelos jornais locais La República e El Comercio, que revelaram o conteúdo de três testemunhos, entre eles, de ex-ministro do governo de Pedro Pablo Kuczynski, que era muito próximo ao atual chefe de governo.

Esse aspirante a delator, especificamente, indica que Vizcarra recebeu pagamentos para facilitar uma empresa na licitação para a construção de um hospital na província do sul do território peruano.

De acordo com a denúncia, ainda não oficializada no acordo de delação, foram feitas em diversas ocasiões e seguiram mesmo depois que o chefe de governo deixou o Executivo da província e assumiu as funções de vice-presidente e ministro de Habitação do Peru.

Outras denúncias de corrupção

As acusações vêm à tona após as surgidas na semana passada, quando outro aspirante denunciou que o atual mandatário recebeu 1 milhão de sóis (R$ 1,5 milhão), também quando era governador de Moquegua, para beneficiar empresas na concessão de um trabalho de irrigação na província que governava.

Tanto o La República, como o El Comercio obtiveram as delações feitas ao promotor Germán Juárez, da equipe que investiga no Peru o caso "Lava Jato", relacionado à construtora brasileira Odebrecht, e o caso do consórcio de empresas que durante anos dividiram as obras públicas no país.

Segundo os dois jornais, os candidatos a delatores são altos diretores das companhias envolvidas, mas os nomes não foram revelados, por determinação judicial. 

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