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Presidentes citam Venezuela na cerimônia de assinatura do acordo Mercosul-UE

Cerimônia de assinatura do tratado comercial ocorreu na tarde deste sábado em Assunção, capital do Paraguai

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Presidente paraguaio, Santiago Peña, lamenta a ausência de Lula na assinatura do acordo Mercosul-UE.
  • Peña ressalta a importância da liderança de Lula nas negociações que possibilitaram o acordo.
  • O presidente paraguaio considera que o acordo não teria sido firmado sem o empenho de Lula.
  • Lula não compareceu devido a compromissos de agenda e se prepara para a reeleição em 2026.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nicolás Maduro foi capturado e levado para os Estados Unidos no início de janeiro Reprodução/Truth Social @realDonaldTrump - 03.01.2026

A situação da Venezuela não passou batida no evento na tarde deste sábado (17) para assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, que cria a maior área de livre-comércio do mundo. Os presidentes da Argentina, Javier Milei, da Bolívia, Rodrigo Paz, e do Panamá, José Raúl Mulino, citaram o país vizinho durante os discursos que antecederam a firma do pacto entre os blocos econômicos.

Milei foi o primeiro a mencionar o país anteriormente comandado por Nicolás Maduro, capturado pelo governo dos Estados Unidos. O presidente argentino elogiou a ação de Donald Trump. “Valorizamos a decisão e a determinação”, indicou após se referir a Maduro como narcoterrorista e ditador


A ponderação ocorreu após Milei sustentar que o “movimento em direção a liberdade e comércio é a base de qualquer integração regional genuína”. Segundo ele, quando há erosão de instituições o resultado é o “isolamento, o empobrecimento e a perda de liberdade”.

“A situação que a Venezuela atravessa é amostra clara e dolorosa disso”, indicou. “Assim, valorizamos a decisão e determinação demonstrada por Trump nas ações demonstradas na Venezuela”, completou.


A situação também foi mencionada por Paz. Em seu discurso, o presidente da Bolívia saudou o povo venezuelano, expressou solidariedade e afirmou: “Tudo na democracia. Nada fora dela”.

Já Mulino, que participou da cerimônia como representante da delegação de países convidados, enfatizou a urgência para que se instale um governo na Venezuela e destacou a importância do país para a região. “É um grande país que contribuiria muito para a região”, acrescentou.


A questão também foi mencionada em coletiva de imprensa realizada após a cerimônia de assinatura. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que “se os direitos humanos são violados na Venezuela, devemos nos levantar para defender os direitos humanos na Venezuela”.

O comentário ocorreu quando Costa foi questionado sobre as novas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump a países europeus, como forma de pressionar um acordo para a “compra completa e total” da Groenlândia, território autônomo pertencente ao Reino da Dinamarca.


Costa afirmou que hoje não são necessários conflitos entre os países, mas sim cooperação e paz, e disse ser fundamental a defesa do direito internacional.

“Se queremos prosperidade, temos que abrir os mercados e não fechá-los. Temos que criar zonas de integração econômica e não aumentar as tarifas. O que podemos dizer é que a União Europeia será sempre muito firme na defesa do direito internacional, onde quer que seja, e, claro, começando no território dos Estados membros da União Europeia”, afirmou o presidente, que acrescentou estar coordenando uma resposta conjunta a Trump dos Estados membros da UE.

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