Presidentes de Colômbia e Venezuela se reúnem após atritos
Internacional|Do R7
PUERTO AYACUCHO, Venezuela, 22 Jul (Reuters) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, recebe nesta segunda-feira seu homólogo colombiano, Juan Manuel Santos, para uma reunião na fronteira comum, em que eles tentarão aparar arestas que causaram tensões nas últimas semanas.
A Venezuela decidiu rever suas relações com a Colômbia por causa da visita feita a Santos por Henrique Capriles, candidato derrotado da oposição na eleição presidencial venezuelana de abril.
Na ocasião, Maduro disse que havia sido vítima de uma "punhalada" e que Santos estava buscando desestabilizar o seu governo socialista. Santos respondeu qualificando o impasse como "mal entendido" e propondo um entendimento diplomático.
O chanceler venezuelano, Elías Jaua, disse no domingo que o encontro será uma oportunidade para "superar (os atritos) e restabelecer as relações".
"Acho que darão os resultados que esperamos de uma reunião onde se falará com clareza dos temas que geraram o mal-estar e a discórdia", acrescentou.
Puerto Ayacucho, cidade fronteiriça no sul da Venezuela, será o cenário do primeiro encontro oficial entre os dois presidentes desde que Maduro venceu por estreita margem a eleição presidencial convocada após a morte do seu antecessor e padrinho político, Hugo Chávez.
Capriles, que não reconheceu a vitória de Maduro, se reuniu com Santos no fim de maio, buscando apoio às suas queixas. Maduro então ameaçou, em represália, retirar a Venezuela do papel de observadora do processo de paz que o governo colombiano mantém atualmente com a guerrilha Farc. Uma mediação do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva permitiu a reaproximação entre os dois governantes.
Colômbia e Venezuela têm uma fronteira comum de 2.219 quilômetros e estiveram próximos de um conflito armado em 1987, quando um navio militar colombiano foi interceptado pela Venezuela em uma zona marítima disputada.
Durante o governo do socialista Chávez (1999-2013), Caracas também teve relações conturbadas com Bogotá. Em 2010, ele rompeu relações com o governo do conservador Alvaro Uribe, que havia acusado Chávez de dar abrigo a guerrilheiros das Farc.
(Por Deisy Buitrago, com reportagem adicional de Luis Jaime Acosta, em Bogotá)










