Primeiro-ministro do Iraque diz que exército do país está mais forte
Parlamento aprovou uma moção pela retirada de tropas estrangeiras do território nacional, principalmente, devido a presença dos Estados Unidos
Internacional|Da EFE

O primeiro-ministro interino do Iraque, Adel Abdel Mahdi, afirmou nesta segunda-feira (6) que, em meio a crise instaurada pelo acirramento das tensões no Oriente Médio, o exército do país está cada vez mais fortalecido.
"Se recordarmos hoje essas dificuldades, confirmamos que o exército iraquiano é mais forte do que antes e tem uma experiência suficiente e necessária", explicou o chefe de governo, durante ato pelo 99º aniversário da formação atual da força militar.
Ontem, o Parlamento do Iraque aprovou uma moção pela retirada de tropas estrangeiras do território nacional, principalmente, devido a presença dos Estados Unidos, que realizou ataque em Bagdá e matou o general Qasem Soleimani, comandante da Força Quds, divisão de elite da Guarda Revolucionária iraniana.
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"São circunstâncias críticas, e enfrentamos duros desafios", disse Abdel Mahdi, que renunciou do cargo em 29 de novembro, devido aos protestos que acontecem no país, contra a corrupção, o desemprego e ao sectarismo.
O primeiro-ministro, inclusive, garantiu que o exército local não deve ser uma "ferramenta de repressão, nem de intervenção em assuntos políticos".
Ontem, o Parlamento aprovou uma moção de censura que solicita que o governo faça o trâmite para a saída de tropas estrangeiras do país e que cobra a anulação da petição de ajuda da coalização internacional para lutar contra o Estado Islâmico.
Atualmente, as tropas regulares iraquianas integram as milícias xiitas pró-governamentais Forças de Mobilização Popular (FMP), cujo grupo Kata'ib Hezbollah é acusado pelos Estados Unidos de realizar ataque contra focos de interesse do país no Iraque.













