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Primeiro navio autônomo do mundo começa a navegar no Japão; conheça

Embarcação, que leva até 500 passageiros, detecta o ambiente ao redor, ajusta o curso, evita obstáculos e controla o leme e a hélice

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Primeiro navio autônomo de passageiros do mundo opera no Japão entre Okayama e Shodoshima.
  • Navio Olympia Dream Seto tem capacidade para 500 passageiros e pode operar automaticamente em certas condições.
  • Iniciativa visa enfrentar a escassez de tripulação devido ao envelhecimento populacional e minimizar erros humanos em navegação.
  • Mais três embarcações autônomas estão previstas para iniciar operações até o final de março.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Navio de passageiros iniciou suas operações comerciais na rota Okayama-Shodoshima, no Japão Divulgação/The Nippon Foundation

O Japão iniciou o serviço do primeiro navio de passageiros autônomo comercial do mundo. As primeiras viagens aconteceram em dezembro. A embarcação opera entre a cidade de Okayama e a ilha de Shodoshima, no oeste do arquipélago japonês.

O navio Olympia Dream Seto, de 66 metros, tem capacidade para transportar até 500 passageiros entre o Porto de Shin-Okayama e o Porto de Teshima no movimentado Mar Interior de Seto. Em certas condições, ele pode operar totalmente de forma automática.


Seus sensores detectam o ambiente ao redor, ajustam o curso, evitam obstáculos e controlam o leme e a hélice. O controle manual pode ser usado em caso de perigo.

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O projeto de navio autônomo começou em 2020, liderado pela Fundação Nippon em parceria com empresas de navegação, construção naval, comunicações e comércio no Japão. Mais três embarcações estão planejadas para começar operações comerciais autônomas até o final de março.


A proposta de um navio autônomo surgiu para enfrentar a escassez de tripulação, provocada pelo envelhecimento da população, e reduzir acidentes causados por erro humano. Segundo a Fundação Nippon, a rota de navio entre a ilha principal do Japão, Honshu, e a ilha de Shodoshima é particularmente afetada por essa tendência, e o projeto busca o desafio de utilizar sistemas de navegação autônomos para manter essas rotas insulares remotas.

“O envelhecimento e a diminuição da população aumentam a probabilidade de redução das tripulações de navios. Muitos tripulantes em rotas para ilhas remotas são da própria região atendida, e existe a possibilidade de escassez de tripulação. Isso tornará inevitável a redução do serviço nessas regiões, causando transtornos às pessoas que vivem nessas áreas”, afirma a instituição em seu site.


“Sistemas de navegação autônomos reduziriam a carga de trabalho das tripulações, ajudando a manter a frequência do serviço nessas rotas e criando maiores possibilidades de navegação noturna, sendo considerados capazes de contribuir para o desenvolvimento contínuo das quase 300 rotas para ilhas remotas do Japão”, conclui.

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