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Primeiro país visitado por Mandela após prisão, Suécia lamenta morte de líder sul-africano

Exemplo de Mandela é tema de debate entre os suecos, em razão do crescimento da ultradireita

Internacional|Wellington Calasans, especial para o R7, em Estocolmo

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Líderes do ANC, Mandela e Oliver Tambo se encontram em Estocolmo em 1990
Líderes do ANC, Mandela e Oliver Tambo se encontram em Estocolmo em 1990

A morte do líder sul-africano Nelson Mandela foi recebida com profunda tristeza entre os suecos. Destaque em toda a imprensa do país, a notícia levou a sociedade a uma reflexão sobre a própria realidade, que, na atual conjuntura política, assiste ao crescimento do partido de ultradireita SD (Sverigedemokraterna).

Segundo a Televisão Pública da Suécia (SVT), o país nórdico foi o que mais doou dinheiro ao partido Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês) durante as lutas de resistência contra o regime do apartheid.


De acordo com a emissora, os valores chegaram a representar a metade do orçamento total da ANC, fato que conferiu ao país nórdico o reconhecimento de Nelson Mandela, que chamou a Suécia de "amigo mais próximo”.

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Esse foi um dos motivos que levaram Mandela a escolher a Suécia como o primeiro país que visitou depois de sua libertação, em 1990.


A repetição de entrevistas e documentários sobre Nelson Mandela, no entanto, exigiu dos cidadãos uma imediata análise sobre o legado de tolerância e respeito às diferenças deixado por ele.

Acostumados aos debates diários nas TVs, rádios e internet, muitos suecos questionavam se, no cenário atual, em que aproximadamente 10% dos suecos votam num partido político (SD) simpático ao racismo, Mandela visitaria a Suécia após sair da prisão.


Houve quem lembrasse que, apesar do belo discurso de ontem proferido pelo presidente americano Barack Obama, o nome de Mandela não havia sido removido da lista de pessoas consideradas terroristas pelos EUA até 2008. A pergunta que fica no ar na Suécia é se a referência que Mandela tinha sobre a sociedade sueca será destruída nas urnas, democraticamente, por 10% da população.

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