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Professor analisa objetivos de Israel em nova operação antiterrorista na Cisjordânia

Militares não comentaram o assunto, mas Israel afirmou que as forças de segurança têm como alvo a militância palestina na região

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A nova operação das forças de segurança israelenses na Cisjordânia visa combater a militância palestina.
  • Essa ação é interpretada como uma tentativa de Benjamin Netanyahu de agradar a ala radical da política israelense, que rejeita a solução de dois Estados.
  • O governador de Tubas informou que muitos civis tiveram que evacuar suas casas devido à incursão militar.
  • Analistas alertam que a operação pode ser um sinal de uma nova expansão da ocupação israelense na região, que preocupa o Ocidente.

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Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, “sabe perfeitamente que precisa da guerra”, pontua Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais. Nesta quarta-feira (26), forças de segurança israelenses lançaram uma nova operação, desta vez no norte da Cisjordânia, sob o argumento de combater a militância palestina na região.

O governador da cidade de Tubas, alvo da ação, disse que a incursão parece ser longa e que muitas pessoas tiveram que sair de casa. Os militares israelenses não comentaram o assunto. Em entrevista ao Conexão Record News, Trevisan explica que a movimentação visa dar força aos ultraortodoxos, um grupo radical da política israelense que rejeita a solução de dois Estados e defende a dominação total da Faixa de Gaza.


Professor vê sinal de nova expansão na Cisjordânia Reprodução/Record News

“[Netanyahu] tem forças internas dentro de Israel que o apoiam nisso, de manter o confronto para que Israel vá até o fim”, diz o professor. Ele identifica uma quebra do cessar-fogo firmado em 10 de outubro: “Os colonos israelenses continuam muito fortes e atirando nos civis palestinos. Isso é indiscutível. Isso aponta que há uma pressão muito forte sobre várias áreas palestinas”.

Ele afirma que bombardeios ocorreram em áreas de acampamentos palestinos já esvaziadas. “Em outras palavras, é um sinal de que essa é só a primeira fase para uma ocupação desses campos, que é aquilo que mais o Ocidente teme, tanto europeus como americanos. Uma nova expansão na Cisjordânia”.


Seria por essa razão que Netanyahu insiste que essa não tem relação com outras operações. “É nova mesmo, tem esse sentido”, analisa Trevisan, que alerta para a divisão do país. “Israel tem essas forças e tem uma outra área que quer mais paz, que quer democracia. Mas no momento essa área está absolutamente contida”.

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