Internacional Protestos colocam Copa das Confederações no “banco de reservas”, diz imprensa internacional

Protestos colocam Copa das Confederações no “banco de reservas”, diz imprensa internacional

Jornalistas estrangeiros destacam as manifestações, mas mostram confiança na realização do evento

Protestos colocam Copa das Confederações no “banco de reservas”, diz imprensa internacional

Ativistas colocam fogo em pneus na via que leva ao estádio Mané Garrincha

Ativistas colocam fogo em pneus na via que leva ao estádio Mané Garrincha

14.06.2013/FERNANDO BIZERRA JR./EFE

“Apenas 24 horas antes de o anfitrião Brasil receber o Japão no estádio nacional, em Brasília, para a abertura da Copa das Confederações, o futebol acabou ficando em segundo plano nesta sexta-feira (14), após manifestações eclodirem em várias cidades desse enorme país”.

É dessa forma que a agência de notícias francesa AFP noticiou o clima de hoje no Brasil, um dia após a manifestação contra o transporte público terminar em repressão policial em São Paulo — e um dia antes do início da Copa das Confederações, evento de futebol da Fifa que serve como teste para a Copa do Mundo de 2014.

A reportagem da AFP — cujos textos são republicados por diversos meios de comunicação em todo mundo — indica que as tarifas de passagens no Brasil já superaram o valor cobrado em parte das metrópoles europeias.

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Mas não foi apenas a AFP que colocou o futebol no “banco de reservas”, um dia antes do início do megaevento.

Reportagem da agência de notícias Associated Press (AP) — que foi republicada por centenas de jornais dos Estados Unidos — apontou hoje que a Copa das Confederações começa “colada aos protestos que se tornaram violentos nas duas maiores cidades do país, enquanto construtores ainda passam cimento nos estádios”.

Segundo a matéria, “enquanto o cimento e a pintura secam, os organizadores do evento estão monitorando os protestos de rua, recebendo queixas das equipes e aguardando pela chegada da Nigéria”, participante que ainda não desembarcou no Brasil.

A agência britânica Reuters, por sua vez, lembrou que protestos aconteceram também no Rio de Janeiro e em Porto Alegre, “aumentando a expectativa de que poderiam se espalhar, enquanto o Brasil se prepara para sediar a Copa das Confederações pelas próximas duas semanas”. A Reuters ressalta que a polícia manteve uma postura “linha dura” contra os manifestantes.

Já o site da emissora canadense The Sports Network publicou hoje reportagem com o título: “Ameaças de segurança pairam sobre a Copa das Confederações”.

E a emissora norte-americana Fox Sports publicou em seu site um texto sobre o protesto ocorrido na tarde de hoje em frente ao estádio nacional, em Brasília. Segundo a reportagem, assinada por Jamie Trecker, “protestos estremeceram a Copa das Confederações nesta sexta, quando ativistas atearam fogo a pneus na via que leva ao estádio Mané Garrincha”, palco do pontapé inicial do torneio.

— A expectativa é a de que os protestos não atrapalhem a cerimônia de abertura nem o jogo de sábado.

Em entrevista ao jornalista, um ativista identificado como “Francisco” disse que o governo “gastou milhões, bilhões na Copa do Mundo, mas [não investiu] nada nas mulheres, crianças e moradores daqui”.

Outra reportagem da AFP lembra que os protestos eclodem enquanto o Brasil se prepara para receber “centenas de milhares de turistas” para a Copa das Confederações e o Mundial de 2014.

A Fifa declarou hoje, conforme mostra reportagem da AP, que tem “total confiança” que a “polícia brasileira será capaz de lidar com a desordem das ruas”.

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