Internacional Protestos contra a guerra têm mais de 1.800 presos na Rússia, diz ONU

Protestos contra a guerra têm mais de 1.800 presos na Rússia, diz ONU

Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas não tem informações sobre a liberação de todos os detidos

Agência EFE
Manifestações foram duramente coibidas em cidades da Rússia

Manifestações foram duramente coibidas em cidades da Rússia

Kirill Kudryasvtsev/AFP - 24.2.2022

Mais de 1.800 pessoas foram arbitrariamente detidas na Rússia durante protestos contra a guerra na Ucrânia e não se sabe se algumas foram libertadas, disse nesta sexta-feira (25) o Escritório de Direitos Humanos da ONU.

Esse número é três vezes maior que o relatado pela Direção Principal do Ministério do Interior da Rússia nas últimas horas.

"Ser preso por exercer o direito à liberdade de expressão ou reunião é uma privação arbitrária de liberdade, e pedimos que os indivíduos em questão sejam libertados", disse a porta-voz do Escritório de Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, em Genebra, na Suíça.

As prisões aconteceram em várias cidades do país onde houve manifestações contra a invasão da Ucrânia.

Shamdasani disse que há preocupação sobre avisos emitidos pelas autoridades russas àqueles que saem às ruas para se manifestar, inclusive a ameaça de ação legal se jogarem objetos na polícia ou resistirem à prisão.

A porta-voz afirmou que o Escritório de Direitos Humanos da ONU não está atualmente autorizado a trabalhar na Rússia, mas que as informações que ele torna públicas vêm de fontes absolutamente confiáveis no país.

A repressão reduziu muito a capacidade dos cidadãos russos de se mobilizar e afetou o trabalho de muitas organizações da sociedade civil dedicadas à proteção dos direitos humanos, mas várias continuam a funcionar apesar da ameaça que isso representa.

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