Internacional Protestos no Irã: ONG diz que 36 pessoas morreram após morte de mulher detida pela polícia da moral

Protestos no Irã: ONG diz que 36 pessoas morreram após morte de mulher detida pela polícia da moral

Mahsa Amini foi presa por utilizar 'roupas inapropriadas', e faleceu três dias depois em um hospital

AFP

Resumindo a Notícia

  • De acordo com ativistas, Mahsa sofreu uma agressão fatal na cabeça
  • Autoridades negaram envolvimento das forças de segurança e anunciaram investigação
  • ONG diz que número de mortos em manifestações deve aumentar
  • Anistia Internacional denunciou recentemente uma 'repressão brutal' aos protestos
Manifestação ocorre em Teerã, no Irã, após morte de Mahsa Amini

Manifestação ocorre em Teerã, no Irã, após morte de Mahsa Amini

AFP - 21.09.2022

Ao menos 36 pessoas morreram na repressão dos protestos que explodiram há uma semana no Irã após a morte de uma mulher detida pela polícia da moral, denuncia uma ONG com sede em Nova York.

Em 13 de setembro, em Teerã, Mahsa Amini, 22 anos, foi detida pela polícia da moral por utilizar "roupas inapropriadas". Ela faleceu três dias depois no hospital, e sua morte provocou uma onda de protestos no país.

De acordo com ativistas, ela sofreu uma agressão fatal na cabeça, mas as autoridades iranianas negaram qualquer envolvimento das forças de segurança e anunciaram uma investigação.

Um meio de comunicação estatal informou que 17 pessoas morreram nas manifestações, mas várias ONGs, incluindo o Centro para os Direitos Humanos no Irã (CHRI), com sede em Nova York, anunciaram balanços mais graves.

"As autoridades reconheceram a morte de pelo menos 17 pessoas, mas fontes independentes citam 36 óbitos", denunciou o CHRI no Twitter.

"O número deve aumentar. Os líderes mundiais devem pressionar as autoridades iranianas para permitir protestos sem o uso de força letal", acrescentou a ONG.

Após a morte de Mahsa Amini, manifestações foram registradas nas principais cidades do Irã, incluindo Teerã, Isfahan (centro) e Mashhad (nordeste).

A Anistia Internacional denunciou recentemente uma "repressão brutal" e advertiu que as forças de segurança usaram balas de borracha e gás lacrimogêneo contra a multidão.

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